24/10/2011

III Fórum do Ensino Superior

III Fórum




Amigos,

Estarei dia 28/10 às 19h30 com o Quilombhoje falando sobre o tema: O tambor em forma de poema e prosa  - Quilombhoje e Cadernos Negros: Teia Narrativa e laços de vivências, no III Fórum do Ensino Superior. na  PUC-SP –Campus Ipiranga.  Avenida Nazaré, 993- Próximo ao metro Alta do Ipiranga. Espero vocês lá.


( material de divulgação)



SMPP realiza III Fórum do Ensino Superior


A Secretaria de Participação e Parceria (SMPP) realiza nos dias 27, 28 e 29 de outubro o III Fórum do Ensino Superior sobre os desafios para a efetivação com qualidade do ensino de História e Cultura Africana e Indígena, no auditório da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), campus Ipiranga.





O evento é organizado pela Coordenadoria dos Assuntos da População Negra (CONE), da SMPP, juntamente com o Núcleo Étnico Cultural da Secretaria Municipal de Educação e com o apoio da PUC que vai sediar o espaço.



Durante o três dias de evento, serão discutidos entre as instituições de ensino superior, docentes, gestores educacionais e acadêmicos, a necessidade de maior atenção com o processo de formação de futuros profissionais das áreas de educação e comunicação, visando à efetivação e obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira estabelecidas nas Leis 10.639/03 11.645/08.



No último dia, serão apresentadas oficinas sobre experiências em sala de aula nas temáticas da História e Cultura Africana e Indígena.



O evento vai reunir professores, coordenadores pedagógicos, coordenadores de departamentos das Universidades, licenciaturas, estudantes de cursos acima citados e professores da rede municipal de ensino, estudantes de pós-graduação nas áreas temáticas e Núcleos de Universidades.



Os interessados em participar devem fazer a inscrição através do

e-mail forumdoensinosuperior@prefeitura.sp.gov.br ou pelo telefone da CONE 3113-9745.



Haverá ônibus com saída da estação do Metrô Alto do Ipiranga até o Campus PUC Ipiranga. Confira abaixo os horários previstos.





27/10 - Metrô Alto do Ipiranga

Saída: 18h,19h e às 20h

Retorno: 23h

Saída do Campus PUC Ipiranga para o Metrô Alto do Ipiranga – Av.Gentil de Moura com Rua Visconde de Pirajá.



28/10 - Metrô Alto do Ipiranga

Saída: 8h, 9h e às10h

Retorno: 22h

Saída do Campus PUC Ipiranga para o Metrô Alto do Ipiranga – Av.Gentil de Moura com Rua Visconde de Pirajá.



29/10 - Metrô Alto de Ipiranga

Saída: 8h, 9h e às 10h

Retorno:15h

Saída do Campus PUC Ipiranga para o Metrô Alto do Ipiranga – Av.Gentil de Moura com Rua Visconde de Pirajá.







Serviço:



III Fórum do Ensino Superior



Datas:

27/10 - 17h às 22h

28/10 - 8h às 21h

29/10 - 9h30 às 13h30



Local: PUC-SP –Campus Ipiranga

Endereço: Avenida Nazaré, 993- Próximo ao metro Alta do Ipiranga



Programação:



Dia 27/10:



17h- credenciamento



17h40- Apresentação do Coral da Faculdade Zumbi dos Palmares



18h- Abertura – Dr. Uebe Rezek – Secretário Municipal de Participação e Parceria; Prof Dr Dirceu de Mello – Reitor da PUC; Profa Dra Marina Graziela Feldmann - Pró Reitora de Graduação da PUCSP; Dr Alexandre Schneider - Secretário Municipal de Educação; Dr Elói Ferreira de Araújo - Presidente da Fundação Palmares; Profa Maria Auxiliadora Lopes – Coordenação Geral para a Educação das Relações Étnico-raciais da SECAD/MEC; Dr José Vicente – Reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares; Sra Maria Aparecida de Laia - Coordenadora da CONE.



19h – Conferência – A implementação das disciplinas de graduação em pedagogia em conformidade com a Lei 10.639/03 – Prof Dr Henrique Cunha – Univ. Federal do Ceará.

Coordenação da mesa: Maria Aparecida de Laia – Coordenadora da CONE



20h – Conferência : Desafios para o estudo da história Indígena do Brasil – Prof Dr Benedito Prezia – Programa Pindorama -PUCSP.

Coordenação da mesa: Sra Selma Paschoalino – Diretora do Campus Ipiranga - PUC/SP



21h - Lançamento de livros e coquetel : “Virando gente grande” de Benedito Prezia – Editora Moderna e outros.



Dia 28/10:



8h30 às 9h30- café e credenciamento



9h40 – Mesa: Limites e Possibilidades da implementação da Lei 10.639/03 no contexto das Políticas Educacionais – Profa Dra Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva – UFSCAR.



10h10- Multiculturalismo e as Leis 10.639/03 e 11.645/08 - Profa Azoilda Loretto da Trindade – Docente das Oficinas Indicadores Sociais com ênfase em relações raciais do LAESER/UFRJ.



10h40 – Recursos para a formação sobre História das Culturas Indígenas.

Emerson de Oliveira Souza - Etnia Guarani – Cientista Social, Programa Pindorama – PUCSP



11h10 às 12h - Debates

Coordenação da mesa: Profa Dra Vera Cristina de Souza – UNISA e Fac. Zumbi dos Palmares.



12h às 13h30 – intervalo para almoço



14h – Mesa: Qual História da África? Prof. Muryatan Santana Barbosa, doutorando da Fac. História/ USP, do Núcleo África, Colonialidade e Diáspora; Prof Dr Acácio Sidnei Almeida – Antropologia da PUC/SP.

Coordenação da mesa: Profa Anair Novaes – Pedagoga da CONE



15h- Desafios atuais para a formação de professores de História da África – Profa Dra Patrícia Teixeira Santos – História/ UNIFESP e Prof Dr Amailton Azevedo – PUCSP.



16h- Como trabalhar a questão indígena na sala de aula – Leopardo Sales Yawabane, do povo Kaxinawá - Programa Pindorama/PUCSP.

Coordenação da mesa: Prof. Dr Luiz Antonio Dias – PUC/SP



16h30 - debates



17h30- Intervalo para café



18h às 21h – Salas simultâneas de Comunicações de Pesquisa sobre as temáticas do Fórum auto-organizadas pelas Universidades participantes da organização do III Fórum:



Sala I – 18h30- Construindo a Igualdade Racial – II Prêmio de Artigos Científicos – CONE. Coordenação: Dra Maria Lucia da Silveira – Socióloga/CONE



18h40 –Economia solidária: espaço de maioria afrodesdendente numa perspectiva sustentável Edgard Moura – ALESP



19h - Um desafio transcultural para a educação matemática: o uso dos teares africanos - Profa Ms Eliane Costa dos Santos, doutoranda da UNESP



19h20- Relações Brasil e África para além da escravidão: ensino da História Afrobrasileira e africana numa perspectiva contra-hegemônica

José Francisco dos Santos – doutorando da PUCSP e professor da UNIFMU.



19h40- Questionando a presença/ausência de negros e indígenas na seleção da escola Politécnica da USP - Márcio Roberto da Silva Oliveira e Eliane da Silva



20h- Dandaras vencedoras: um estudo de trajetórias bem sucedidas via escolarização de mulheres negras em Salvador - Profa Ms Edilene Machado Silva



20h20 - Bulling Étnico: um crime que sempre passou em branco no ambiente escolar -Eufrate Almeida - Licenciatura em Educação Física da UNINOVE



20h40 - Debate



Sala II – Comunicações de pesquisa da UNISA

Coordenadora: profa Dra Vera Cristina de Souza – UNISA

18h30 – A importância dos estudos das temáticas étnicas negras e indígenas no ambiente acadêmico. Expositores: Carlos José Mendes e Valquíria Santos Luz – Grupo de Estudos Afrobrasileiros Luiz Gama da UNISA



18h40 - As vozes da África: o gueto forja a sua cultura

Prof Dr Rafael Lopes de Sousa – Dep. História da UNISA



19h – População Indígena: descaso público, questão social ou falta de conhecimento? Expositoras do TCC: Izabela de Paula Silva e Sonia Rodrigues dos Santos. Orientação: Profa Dra Vera Cristina de Souza – UNISA



19h20 – Maternidade na adolescência e os impactos sócio-culturais

Aline Lacerda Nunes – UNISA – Orientadora: Profa Dra Vera Cristina de Souza

19h40- Rap nacional: A baixa visibilidade do Rap nacional no Rádio e na TV

Hélio Oliveira da Silva – TCC – orientadora- Profa Dra Vera Cristina de Souza

20h- O papel social do comunicador frente à divulgação da religião afrobrasileira

Allan Cassin de Oliveira – Fac. De Comunicação Social- Rádio e TV- UNISA. Orientação: Profa Dra Vera Cristina de Souza - UNISA

20h20 – Identidade racial e gênero: a opção por não ser negro

Profa Dra Vera Cristina de Souza – docente das Faculdades de Serviço Social e Comunicação Social e EAD da UNISA.



21h- Debate



Sala III – Comunicações de pesquisa da UNISA

Coordenação: Profa Ms Adriane Costa e Silva – Profa de curso de Especialização UNISA

18h30 - No país das Amazonas

Profa Ms Adriane Costa da Silva – Curso de Especialização: Arqueologia, História e Sociedade da UNISA



18h50 - (Re) visões sobre a Pré-História brasileira na literatura didática

Cássia Aparecida Guimarães – Curso de Especialização: Arqueologia, História e Sociedade da UNISA

Orientadores: Prof. Felipe Próspero e Profa Ms Adriane Costa da Silva



19h10-Escravidão Indígena em terras paulistas – apontamentos sobre estudo arqueológico em mina aurífera de Guarulhos

Kate Regina Silva Yamaguti – Orientadores: Profa Dra Adriana Ramazzina e Profa Dra Cláudia Plens - Curso de Especialização: Arqueologia, História e Sociedade da UNISA



19h30- Vivendo em um Sambaqui – paisagem, monumentos e relações sociais na pré-história brasileira

Anderson Rogério Tognoli - Orientadores: Profa Dra Adriana Ramazzina e Profa Ms Adriane Costa da Silva - Curso de Especialização: Arqueologia, História e Sociedade da UNISA



20h30 - Debate



Sala IV - PUC SP

18h30 - Coordenador: Prof Luiz Antonio Dias – PUCSP



18h30- Pesquisa de Iniciação Científica - Rafaela Capelossa Nacked –orientanda da Profa Dra Mª Antonieta Antonacci



19h30– O tambor em forma de poema e prosa


Quilombhoje e Cadernos Negros: Teia Narrativa e laços de vivências.


Sergio Ballouk e convidados – Quilombhoje.



20h- Debate



Sala V – Fac. Santa Izildinha – UNIESP - UNAERP

18h30 – Retratação Tardia: contribuição sobre o tema da desigualdade para o ensino de História - TCC de Antonio Leopoldo Cruz – Curso de Licenciatura em História. Orientador: prof Dr Erivânio da Silva Carvalho.



19h – O quilombo numa perspectiva da história dos conceitos

Ricardo Rodrigues Bardy – TCC.. Orientação: Prof Ms Pedro Paulo Lima Barbosa – Faculdade Santa Izildinha.



19h20 – Rompendo o silêncio: (Re) historiando as famílias negras. Considerações Psicanalíticas

Profa Ms Reimy Solange Chagas - Coord. Do Núcleo Psicopedagógico da UNIESP.



19h40- Representações e saberes quilombolas – A Lei 10.639/03

Profa Ms Mary Francisca do Careno – NEIAB/UNAERP.



20h - Debate



Sala VI –Fac. Belas Artes e Faculdade Zumbi dos Palmares

18h30- Direitos Humanos, Literatura e História da Cultura Afro e Indígena

Prof. Dr Ronaldo Mathias – Faculdade Belas Artes de São Paulo



19h - Lei 10.639/03: Desafios para a sua implementação

João Batista da Costa; Jorge Josino da Silva e Deosdete de Oliveira Martiza – alunos do Curso de Direito, realizando Iniciação Científica – Orientadora: Vera Cristina de Souza

Faculdade Zumbi dos Palmares.



19h20- De que forma nasce, vive e morre a população negra? Atitudes e problemas de abordagem.

Profa Dra Vera Cristina de Souza – cursos de Pós-Graduação da Fac. Zumbi dos Palmares.



20h- Debate



Dia 29/10:



9h30 às 13h30 – Oficinas sobre experiências em sala de aula e nas escolas sobre as temáticas da História e Cultura Africana e Indígena - 10 salas disponibilizadas.



Sala I – Oficinas da UNISA - 9h às 13h

Curso de Especialização: Arqueologia, História e Sociedade da UNISA

Coordenação: Profa Ms Adriane Costa da Silva

Linguagem audiovisual e etnicidade

Adriane Costa da Silva e Cássia Guimarães

Olhares estrangeiros sobre a diversidade cultural brasileira

Simone Freitas

O arco e a flecha – uma auto-etnografia do outro lado, do lado de lá

Kate Regina Yamaguti

Luz, câmara e ação – imagens da auto-representação Tapuia

Adriane Costa da Silva



Sala II – 9h - Ceci – Ensino Indígena em São Paulo

Coordenação: Marcos Julio Aguiar e educadores do Ceci

10h30- A experiência ritmos do Brasil em Mauá

Coordenação: Marcos Julio Aguiar



Sala III – 9h- Escravidão e tráfico negreiro: como trabalhar o tema na sala de aula

Coordenação; Prof Dr Luiz Antonio Dias – Dep. de História PUCSP e UNISA



Sala IV – 9h – A máscara e o mascarado

Alexandre Magno Barbosa dos Santos – CEU Parelheiros



10h30 – Cores, Faces e Linguagens

Roseli Marcelli Santos de Carvalho – CEU Aricanduva – Profª Irene Galvão de Souza



Sala V – 9h – Movimento e Arte na Cultura Africana e Afrobrasileira

Prof. Alexandre Arcanjo e Profª Glauce de Paula

EMEF Mal. Deodoro da Fonseca



10h30- A Cultura Africana e de todos nós

Darialva da Graça Linge; Luciana Ragnoni de Almeida e Alessandra Ribeiro de Souza

EMEI Olavo Bilac



Sala VI – 9h- Dialogando com a Lei

Maria da Conceição Santos França; Ana Lucia de Campos; Raquel de Oliveira e Fátima Eliana de Paula – EMEF Antonio Carlos de Andrada e Silva.



10h30- Cotidiano Escolar: Olhares Cruzados no chão da escola

Kelly Cristina Gomes de castro – orientadora de sala de leitura e coordenadora pedagógica da rede. EMEF Antonio Carlos de Andrade e Silva.



Sala VII – 9h – Carimbo, Batuque e Poesia

Prof Ms Carlos Alberto da Conceição Teixeira – formador do Projeto Africanidades.



10h30 – EKUNDAYO – A dança afro tem o poder de fazer a tristeza tornar-se felicidade.

Magda Procópio e Valéria Gonzaga – Arte Educadoras do Projeto Africanidades nos CEUS.



Sala VIII – 9h – Negra Raiz – Dança Afro e Manifestações Culturais

Solange Camargo – Arte Educadora – Babalotim Grupo de Estudo da dança Afro e Manifestações Culturais.



10h 30– Conceito Yorubá

Coordenação: Babalorixá Iágbóálá Ésú Monteiro



Sala IX – 9h - Projeto Africanidades em Todos os Cantos: cidadania Multicultural, sociedade, história e memória africana e afrobrasileira.

Vera Regina Rodrigues da Silva – antropóloga e formadora do Projeto Africanidades.



10h30- Africanidades Brasil: Lei 10.639

Maristela Pinho da Silva – Profa de Educação Infantil de Mogi das Cruzes



Sala X – Exposição de Pôsteres da UNASP.

Auditório – 13h – Capoeira – Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira

Coordenação: Joseph Augusto Ribeiro de Souza – graduando da UNISANT’ANNA.





17/10/2011

Sarau SUBURBANO CONVICTO e o TAMBOR

Alessandro Buzo mandou avisar: 

 Dia 25/10 (terça-feira) tem #SarauSuburbano

25/10 (terça)...das 20h às 22h tem mais uma edição do SARAU SUBURBANO.
Como é tradicional acontecer teremos mais de um lançamento.
Desta vez um livro e um CD de RAP, olha quanto progresso.
Enquanto o Tambor Não Chama de Sérgio Ballouk, super lançamento literário, livro bom de ler.
O RAP NÃO PARA e o Klandestino vem lançar o seu CD "Quem ta Cum Nóis".
Além dos 2 lançamentos teremos muita poesia com os poetas e poetisas do SARAU SUBURBANO.
Clima de expectativa, poetas entregando poesias pro livro "POETAS DO SARAU SUBURBANO" (Ponteio Editora), dia 13 de DEZEMBRO no ultimo sarau do ano, vai ser o lançamento.

TODO MUNDO CONVIDADO....



15/10/2011

Casa das Rosas - Diálogos Poéticos


DIÁLOGOS POÉTICOS
Apresentação: Frederico Barbosa e Pezão.
Sábados, 22 de outubro e 26 de novembro, 19h.
A cada encontro, o Sarau Diálogos Poéticos recebe dois poetas contemporâneos, que são entrevistados e leem alguns de seus poemas. O sarau é aberto à participação do público, que terá a oportunidade de apresentar poemas próprios.
22 de outubro
Com Álvaro Alves de Faria e Raimundo Gadelha.
Música: Marcelo Ferreti e Gustavo Melo.
26 de novembro
Com Tarso de Melo e Sergio Ballouk.
Música: Marcelo Ferreti e Gustavo Melo.


Casa das Rosas
Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura


Av. Paulista, 37 - Bela Vista
CEP.: 01311-902 - São Paulo - Brasil
(11) 3285.6986 / 3288.9447
contato@poiesis.org.br

10/10/2011

A Dádiva, de Toni Morrison

(publicado no portal Geledés)
Presença: novo livro de Toni Morrison no dia 20 de Outubro

O novo livro de Toni Morrison, «A Dádiva, será lançado no dia 20 de Outubro pela Presença. A norte-americana foi a primeira mulher negra a ser distinguida com o Prémio Nobel da Literatura, mais concretamente em 1993.

«A Dádiva», de Toni Morrison
«Da autoria da primeira mulher negra a ser distinguida com o Prémio Nobel da Literatura (1993), «A Dádiva» é um romance extraordinário que se passa na América do Norte de finais do século XVII. Profundas divisões sociais e religiosas, opressões e preconceitos exacerbados propiciam o cenário ideal para a implantação da escravatura e do ódio racial. Jacob Vaark é um comerciante anglo-holandês que apesar de se manter à parte do negócio dos escravos, que então dá os primeiros passos, acaba por aceitar uma menina negra, Florens, como pagamento de uma dívida de um fazendeiro de Maryland. Nesta parábola do nascimento traumático dos Estados Unidos, Morrison revela-nos o que se esconde sob a superfície de qualquer tipo de sujeição, incluindo a da paixão, e o quanto essa falta de liberdade é nociva para a alma»

LITERATURA E IDEOLOGIA - ALICE WALKER

 
A matéria abaixo foi publicada  em 06/08/11 no Estado de São Paulo. Merece ser lida e relida:
. 

Literatura e ideologia: uma entrevista com Alice Walker

Gostaria de dizer que planejamos tudo desde o começo, mas foi coincidência, mesmo. A capa do Sabático de hoje é um texto, veja bem, cedido pessoalmente pelo Prêmio Nobel de Literatura de 2000, Gao Xingjian, ao repórter Jotabê Medeiros durante um evento em Turim, algumas semanas atrás. O tema: os embates entre ideologia e literatura. “Podemos dizer que a ideologia foi o mal do século”, argumenta Xingjian.
E tive a confirmação da entrevista por telefone com Alice Walker, Pulitzer de ficção e National Book Award de 1983 por A Cor Púrpura, só na quarta-feira à noite, quando a capa já estava diagramada. Conversei com ela na quinta à tarde, horas antes do fechamento, sobre o livro Rompendo o Silêncio, da Bertrand Brasil, uma seleção de narrativas sobre os dias que ela passou no Congo Oriental, em Ruanda e no Oriente Médio. E a questão é que a literatura de Alice Walker, seja nos romances, seja na poesia, seja nos ensaios, é tão impregnada de ativismo que ela diz achar “impossível” a ideia de uma escrita literária sem ideologia.
Publicados juntos, os dois textos dão margem para uma boa reflexão. Segue a entrevista com ela, veiculada também hoje no Sabático.
***

Alice Walker e a dor do mundo
Raquel Cozer – O Estado de S.Paulo
“Nunca soube disso que você está falando. Tem certeza de que era eu?”, pergunta a norte-americana Alice Walker, num dos únicos momentos da conversa por telefone com o Sabático em que seu tom de voz, sempre controlado, trai alguma emoção, algo como surpresa ou desconfiança. Havia sido questionada sobre o recente destaque, pela revista Forbes, de seu nome entre as dez escritoras mais poderosas do mundo – isso quase 20 anos após ter escrito A Cor Púrpura (1982), obra que rendeu o primeiro Pulitzer de ficção e o primeiro National Book Award entregues a uma afro-americana. “Nunca vi uma Forbes, não tenho a menor pista do que exista dentro dela”, conclui, após a confirmação de que seu nome figurava mesmo ao lado do de Toni Morrison e J.K. Rowling na eclética lista da publicação norte-americana.
Desde muito antes de sua mais famosa obra, adaptada ao cinema em 1983 por Steven Spielberg, Alice não quer saber o que a grande mídia tem a dizer. Mais que isso, tenta sobrepor sua voz à da imprensa do Ocidente. Poeta e ensaísta, além de romancista, a autora de 62 anos, nascida na Georgia, busca fazer ouvir os lamentos das minorias: negros, mulheres, palestinos. Recém-lançado no Brasil, Rompendo o Silêncio – Uma Poeta Diante do Horror em Ruanda, no Congo Oriental e na Palestina/Israel é um exemplo claro. O volume reúne narrativas tão sucintas quanto pungentes sobre duas viagens que fez a convite de organizações internacionais, para a África, em 2006, e para o Oriente Médio, em 2009. São histórias como a da mulher congolesa que teve a perna cortada por pistoleiros, que fritaram e picaram o naco de carne para tentar obrigar os filhos dela a comer. Ou a do judeu que desistiu de visitar Israel porque, nascido enquanto o território ainda se chamava Palestina, era despido e humilhado cada vez que apresentava seus documentos no país.
Alice Walker tem opiniões veementes que chegaram a lhe custar o contato com a filha, Rebecca. Antes do afastamento, a jovem lançou as memórias Black White and Jewish, sobre como o relacionamento complexo dos pais afetou sua identidade – o ex-marido de Alice, com quem a escritora ainda mantém uma relação amigável, é judeu. Na entrevista a seguir, a autora fala sobre ideologia e literatura (tema, aliás, do artigo de Gao Xingjian). Ela defende que a segunda não pode existir sem a primeira.
Por que resolveu juntar as viagens para a África e para o Oriente Médio, feitas em dois momentos diferentes, em um único livro?
Queria mostrar a similaridade entre as atrocidades em Ruanda, no Congo Oriental e na Palestina, porque a maioria das pessoas pensa que essas coisas horríveis em Ruanda ou no Congo só ocorrem em lugares como a África. Mas o que você vê, quando vai ao Oriente Médio, é que o governo israelense bombardeia Gaza por 22 dias e destrói pessoas de formas que nem podemos imaginar. Eles têm bombas que, ao explodir, enviam partículas para dentro dos corpos de pessoas a milhas de distância. E essas feridas não saram, continuam a queimar e apodrecer. As bombas também arrancam extremidades dos corpos; você perde seu braço ou sua perna, mas não há sangue. Isso é similar à maneira como, em Ruanda, as pessoas usam facões para cortar ossos e os corpos das outras. Eu queria fazer os leitores entenderem que a forma mecânica como os assassinatos acontecem na guerra de países civilizados não é nada mais aprimorado que os crimes cometidos face a face num país mais pobre.
Como foi saber de histórias como aquelas, sabendo que escreveria sobre elas depois?
Tomou muito tempo, porque era uma dor intensa. Só de ver e entender o que estava acontecendo tomou tempo. Precisei de amigos que sentassem comigo, me deixassem chorar e ouvissem o que eu tinha testemunhado. Especialmente sobre a mulher cuja perna foi cortada fora. Foi difícil para mim e para eles, é difícil para o mundo. Temos um planeta em que as pessoas fazem coisas assim, e o que podemos fazer a respeito? É por isso que escrevo. Para dividir com o mundo o que vi e essa pergunta.
Em obras como A Cor Púrpura, você escreve sobre violências como essa em seu país. É muito diferente o olhar como visitante?
Muito, embora meu país também tenha história brutal. Meu país fez para os nativos americanos o que vem sendo feito aos palestinos. É crucial entender sua própria história antes de vê-la repetida em outros lugares. As pessoas que não conhecem seu próprio país podem viajar o mundo e nunca vão entender que estão vendo sua história na violência contra outros povos hoje. E a verdade é que uma minoria dos americanos chega a viajar para exterior, então a maioria conhece só o que a mídia diz.
Desde quando você é envolvida com o ativismo em defesa dos palestinos?
Comecei a escrever sobre a situação palestina nos anos 70. Há um texto que escrevi quando da invasão, do massacre, dos grandes desastres no Líbano quando o governo israelense seguiu os refugiados até lá e os matou. Mas comecei a me preocupar muito antes disso, na Guerra de 1967. Eu tinha acabado de me casar com um judeu. Ele achava normal que os israelenses pegassem todas aquelas terras que tinham pego na guerra, e eu não achava. Tenho falado e escrito sobre isso já há algum tempo. Quando você me ligou, agora mesmo, eu estava distraída porque escrevia um poema sobre… Em Gaza, não sei se você sabe, os israelenses bombardeiam o sistema de água dos palestinos, então 90% da água da região não é potável. Ajudei uma organização a instalar um sistema… Bem, um pequeno sistema de água, porque ninguém pode bancar com algo muito grande. Então, estava escrevendo um poema sobre quando você vê as pessoas aplaudirem alguém que acabou de bombardear o sistema de água de um povo. Isso aconteceu recentemente, quando Benjamin Netanyahu (premier de Israel) veio aos Estados Unidos. Ele foi ovacionado muitas vezes, e não tenho certeza de que as pessoas saibam que ele bombardeia o sistema de água de um povo cujas crianças, sem a ajuda dos outros, não teriam nenhuma água para beber.
Chama atenção no livro a forma direta, sem adjetivos, como você descreve as atrocidades que testemunha ou lhe são contadas.
Isso é porque sou contadora de histórias. É deliberado. Isso é mais forte que o jornalismo, acho que porque contar histórias é algo muito mais antigo. Eu, por exemplo, prefiro ouvir audiolivros, porque sinto que, quando me contam um história, posso entendê-la melhor emocionalmente. Em Rompendo o Silêncio, tento conectar nosso tempo ao de Joseph Conrad (1857-1924), o înglês de origem polonesa que escreveu O Coração das Trevas. Nesse livro, que inspirou Apocalipse Now (1979), ele fala sobre o horror na África subsaariana. Esse é um tipo de conexão literária que faço. Também por isso as histórias surgem como um diário de viagem. O personagem dele desce o rio do Congo a barco; eu viajei de ônibus e avião.
Você é conhecida como uma voz feminista, mas uma história que chama a atenção no livro é a da mulher judia cujo marido não volta a Israel porque é sempre humilhado…
Eu me preocupo com todo mundo, mas a história das mulheres tem sido constantemente, nos últimos 2 mil anos, pelo menos, suprimida ou ignorada. É por isso que a literatura não é feminina. Então, quando vou a algum lugar, quero saber o que as mulheres têm a dizer porque elas tendem a ser silenciadas. Você mesmo deve saber disso.
Você descreve os EUA como terroristas…
Acho que qualquer um que começa uma guerra contra qualquer povo é um terrorista. Você não pode fazer uma guerra sem ser terrorista. Como você poderia? As pessoas estão aterrorizadas, você as está matando, elas não têm como escapar. Se isso não é terrorismo, o que é?
Você foi eleita há pouco pela Forbes uma das dez escritoras mais poderosas do mundo. Como essa ideia soa para você?
Nunca soube disso que você está falando, Tem certeza de que era eu?
Sim, faz uns dois meses, numa lista que incluía [a Prêmio Nobel] Toni Morrison e J.K Rowling.
Ora, bem. Nunca vi uma Forbes, não tenho a menor pista do que exista dentro dela. Acho que uma coisa boa é saber que, se você não pode mudar de vez o mundo, pode fazer isso um pouco só, usando a imaginação, papel e lápis ou computador. Vale pensar que é possível ensinar às crianças que tentar erradicar povos é uma ideia terrível.
Você não teria interesse em fazer literatura sem mensagem política ou social?
Não, não, isso é impossível. A ideia de que você possa fazer arte sem mensagem política ou social é absurda, mas querem nos dizer isso porque sabem que os povos do terceiro mundo, especialmente mulheres, sempre terão algo crítico a dizer."

06/10/2011

SUPER HERÓI NEGRO



Eddy

Luke Cage


Jazz
Eddy Gordo, Luke Cake, Pantera Negra, Super Shock, Jazz... Pra quem quer recordar ,ou mesmo, conhecer novos personagens negros de história em quadrinhos, o site americano blacksuperhero.com apresenta dezenas e dezenas de personagens de HQ, televisão, cinema e vídeo game. No site clique em EXHIBITS  e escolha o super heroi que mais combina com você. Faça o seu dia das crianças mais feliz.Simbora!

04/10/2011

BIBLIOTECA ÁLVARES DE AZEVEDO- O ENCONTRO

Olá amigos,


Foi dia 28/09 o encontro dos escritores frequentadores da Biblioteca Álvares de Azevedo, aqui na Vila Maria, Zona Norte-SP. Foi uma boa desculpa para juntar pessoas que percorrem caminhos diferentes, mas todos tem em comum o amor a literatura e a biblioteca. Agradeço a bibliotecária Elaine pela acolhida e carinho. Valeu.

Ednei Nunes, Rosi Cheque, Juliana Bernardo, Sergio Ballouk

01/10/2011

LINO GUEDES

Quilombhoje mandou avisar:

60 ANOS SEM LINO GUEDES


 Lino Guedes
     Olhar a estrada que ficou para trás é também descobrir marcas do protagonismo afro-brasileiro ao longo da história.

     Ao invés do papel passivo de coadjuvantes a que nos relegam a historiografia e os relatos “oficiais”, em cada ponto dessa estrada redescobrimos uma associação, uma entidade, um militante que deixou marcas que resistiram às tentativas de invisibilização.
Este é o caso do poeta e jornalista Lino Guedes.

     Há dúvidas sobre a data de nascimento de Lino Guedes, uns autores dizem que foi em 1897, outros afirmam que foi em 1906.

     De todo modo, Lino Guedes faleceu em 1951. Portanto neste ano de 2011 completam-se sessenta anos de seu desaparecimento.

     Poeta, romancista, ensaísta, Lino colaborou com vários jornais, dentre eles Diário do Povo, Correio Popular, Folha da Noite e Diário de São Paulo. Atuou na imprensa negra, entre 1923 e 1924 no semanário Getulino, sendo, posteriormente, editor do jornal Progresso. Publicou, dentre outros livros, “O Canto do Cisne Preto” (1926); “Ressurreição Negra (1928); “Urucungo” (1936); “Negro Preto Cor da Noite” (1936).

     Dotado do mesmo objetivo de “elevação da raça” que norteia ações de entidades como a Frente Negra, por exemplo, Lino Guedes faz de seus escritos uma constatação lírica das desigualdades e da necessidade de ressurreição moral do povo afro.

     Aliás, é interessante notar como num pós-abolição em que eram altos os índices de desemprego e analfabetismo entre a população negra, mostra-se forte a crença na atividade jornalística, literária e educacional como um meio de vencer as adversidades.

     Escrevendo majoritariamente poesia, Lino faz do povo negro o personagem principal de seus versos, os quais não negam as atrocidades da escravidão e do racismo, mas transformam o que deve ter sido intensa dor numa experiência estética de superação. Também é recorrente a ideia de que um comportamento moral exemplar é necessário para que a aceitação do negro seja maior por parte da sociedade. Isso faz com que a poesia de Lino Guedes se mostre singela, formalmente distante dos anseios revolucionários de um Solano Trindade, por exemplo, mas a necessidade de expressão por vezes extrapola os limites corretos em que precisa se enquadrar.

     Outra faceta interessante é o fato de Lino mostrar a mulher negra em sua poesia de uma forma muito lírica e próxima. É como se pudéssemos visualizar sua Ditinha, lembrando-nos de namoradas, esposas, irmãs, primas, vizinhas....

     Lino tem o mérito de trazer o povo negro como protagonista de sua literatura e foi um dos autores que mais publicou.

     Seguem abaixo dois poemas:

NOVO RUMO!

Negro preto cor da noite,
Nunca te esqueças do açoite
Que cruciou tua raça.
Em nome dela somente
Faz com que nossa gente
Um dia gente se faça!
Negro preto, negro preto,
Sê tu um homem direito
Como um cordel posto a prumo!
É só do teu proceder
Que, por certo, há de nascer
A estrela do novo rumo!
       (Negro preto cor da noite, 1936)


DITINHA

Penso que talvez ignores,
Singela e meiga Ditinha,
Que desta localidade
És a mais bela pretinha:
Se não fosse profanar-te,
Chamar-te-ia... francesinha!

Então, quando vais à reza
Com teu vestido de cassa,
Não há mesmo quem não fale,
Orgulho da minha raça:
– Olha que preta bonita
E que andar cheio de graça!...

Se às vezes sorrio, a esmo,
Não me tomes por caduco.
Com teu vulto nos meus olhos,
Ando como aquele turco
Que, doloroso destino,
Ao te ver, ficou maluco...

Ah! Se souberas, Ditinha,
Que por sob essa aparente
Frieza, (quem tal diria!...)
Eu peço constantemente,
A Deus que um dia nos ponha
Numa casinha sem gente...
       (Dictinha, 1938)

Fontes:
 

27/09/2011

publicado no blog literatura suburbana 26/09/11

 publicado no blog literatura suburbana

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O tambor do Morro Chamou Sergio Ballouk


Em mais uma atividade do espaço cultural, na emef Morro Grande, o escritor Sergio Ballouk, foi nosso convidado para falar de suas experiências na literatura e de vida. Com seu novo livro “Enquanto o tambor não chama”, Sergio falou com os educandos da 7ªA. contou como conheceu o cadernos negros e suas peripécias de infância e adolescência, depois foi bombardeado por perguntas relacionadas a cultura africana e afro brasileira e ainda recitou alguns dos versos do seu livro. Ao final, após um sorteio de vários livros trazidos por Sergio, os educandos se confraternizaram com o autor...
Para conhecer melhor as ações do projeto literaturasuburbana@yahoo.com.br


26/09/2011

Quilomboletras convida Geni Guimarães



 O Quilombholetras- Clube negro de leitores convida você para um bate-papo com a escritora Geni Guimarães, autora dos premiados Leite do Peite e a Cor da Ternura. Na oportunidade serão lidos contos e poemas e a escritora autografará seus livros.

Dia 08/10 - 14h00 às 18h00
 Local: Biblioteca Alceu Amoroso Lima
Rua Henrique Schaumann, 777 - Pinheiros







23/09/2011

Palestra no EMEF Morro Grande

Ontem visitei o EMEF Morro Grande, a pedido de Israel Neto da Literatura Suburbana, dentro do projeto
encontro com o Autor. Foi uma palestra repleta de interatividade, crianças interessadas, com boas perguntas, sendo que algumas estou até agora refletindo... Fiz um apanhado que seguiu  da infância, adolescência até os dias de hoje, parte contando causos, parte recitando poemas do livro "Enquanto o Tambor não Chama". Foi uma atividade bem legal, com sorteiro de livros, lanches e frutas. Para aqueles que não foram sorteados, peçam aos seus amigos que façam o livro "andar" nos olhos de todos. Depois eu posto as fotos. Simbora!

ENQUANTO O TAMBOR NÃO CHAMA VIAJANDO!

     ENQUANTO O TAMBOR NÃO CHAMA VIAJANDO! Minha grata surpresa foi a tradução de alguns poemas para o espanhol por Demian Paredes, da Argen...