01/12/2016

Lançamento do Cadernos Negros 39


CN 39 -  16/12 - ITAÚ CULTURAL

LANÇAMENTO DO LIVRO DE POEMAS
CADERNOS NEGROS VOLUME 39



Mais um ano, mais um livro. Agora vamos celebrar o trigésimo nono volume (são 39 anos!) de uma série que tem trazido poesia e inspiração para aqueles que sonham com uma sociedade mais justa.
LANÇAMENTO DO LIVRO
CADERNOS NEGROS VOLUME 39 -
POEMAS AFRO-BRASILEIROS

Será dia 16 de dezembro de 2016 (sexta-feira)
das 19h às 22h
No Itaú Cultural - Av. Paulista, 149

A entrada é franca. Não haverá inscrição prévia. Haverá livre acesso ao saguão com a banca de livros, mas para ter acesso ao auditório as pessoas deverão chegar com meia hora de antecedência (às 18h30) e retirar ingresso. Este evento ocorre dentro da ocupação Abdias Nascimento.

Haverá bate-papo com os autores e autoras.
Participação da professora Rosane Borges, da USP, e do professor Eduardo Duarte, da UFMG.
Intervenção poética com Daniel Marques, Mariana Per e Renato Gama
Dança afro com Batucafro

Apresentação: Débora Garcia e M.C. Levy

Traga o seu axé!

Autorxs do CN39

ADEGMAR CANDIEIRO
ALESSANDRA SAMPAIO
ANA FÁTIMA
ANITA CANAVARRO
ARETUSA DOS SANTOS
BENÍCIO DOS SANTOS
BRUNO GABIRU
CLAUDIA GOMES
CRISTIANE MARE
CUTI
DIRCE PRADO
EDSON ROBSON
ELIANA CRUZ
ESMERALDA RIBEIRO
FAUSTO ANTÔNIO
FERNANDO GONZAGA
GÓES
GUELLWAAR ADÚN
IBEJI SINSI
JOÃO ROMUALDO
JOCELIA FONSECA
JOVINA SOUZA
JOVINA TEODORO
JULIA CRISTINA COSTA
JULIANA COSTA
KASABUVU
LANDE ONAWALE
LEPÊ CORREIA
LOUISE QUEIROZ
LUIZ 'ASEOKAYNHA'
NANA MARTINS
NEGRANORIA D'OXUM
PRETTA VAL
SERGIO BALLOUK
URÂNIA MUNZANZU
WILLIAM



Participe da campanha de pré-venda do livro! Veja abaixo.


MAIS POESIA EM NOSSAS VIDAS

https://www.kickante.com.br/campanhas/mais-poesia-em-nossas-vidas



01/09/2016

Casa de Portugal e Elo da Corrente na Bienal.

 Ontem estive na Bienal do livro 2016 participando do lançamento coletivo com os escritores Oswaldo de Camargo, Angela T. Grillo e Gerson Salvador.  O livro Casa de Portugal sendo lido, caminhando com suas pernas de jogador e bom dançarino de samba rock.


Sexta e sábado estaremos fazendo muita poesia na energia do tambor. Sarau Elo da Corrente. É só chegar!


17/05/2016

Resenha do livro Casa de Portugal no Literafro





 Contemporaneidade e relações raciais em Casa de Portugal , de Sergio Ballouk
 Laísa Marra

Casa de  Portugal (Ciclo  Contínuo Editorial,  2015)   é  o   mais   recente lançamento do   escritor   e   poeta paulistano Sergio Ballouk, conhecido por  suas  publicações  nos Cadernos Negros e  por  seu  livro  de  poemas Enquanto  o  tambor  não  chama,  de 2011.
Em Casa  de  Portugal,  Ballouk  traz ao leitor a experiência contemporânea do negro na vida da metrópole, da  relação  dos  sujeitos uns com os outros e com os bens de consumo.Não por coincidência, dois dos  seus  treze  contos  concentram-se,  em  maior  ou  menor  medida,  no espaço do shopping center como um lugar  de  conflito  velado  e,  por  isso mesmo,  exemplar  da problemática das  relações  intersubjetivas  e  entre sujeitos-objetos no capitalismo contemporâneo. Em “Avaliação”, por exemplo, observamos o shopping pela perspectiva crítica o  narrador personagem,  que apresenta o local com   estranhamento:   "um   mundo sem injustiças, sem desigualdades, sem a podridão do dinheiro. Aqui o dinheiro não causa revolta, a revolta ficou lá fora com quem não tem. Aqui se aceita o poder do dinheiro  ou  é  melhor  nem  vir.  Não  é  o  meu  caso." (p.24).  Além  da  questão  de classe, evidente no trecho citado acima, o conto aborda a exclusão e a objetificação do negro como sintomáticas dos shoppings. É inclusive através das observações feitas pelo narrador e de sua leitura sociológica do espaço,  que  inferimos  ser ele um  homem negro,  alguém  consciente  de si e das expectativas  nutridas  pelos  vendedores,  seguranças  (e  leitores?!)quanto  à  sua presença  como  intrusiva  na  lógica  do  espaço  "sem  revoltas".  Sem  entrar  em minúcias, a fim de manter o suspense para os futuros leitores, vale afirmar que em “Avaliação”, como em outros contos do livro, o desfecho da narrativa leva-nos  à quebra de expectativas e, principalmente, ao inevitável reconhecimento das mesmas expectativas.
Mas   também   de   solidariedade   é   feito   o   universo   narrativo   de   Ballouk.   Da camaradagem  dos  jovens  que  iniciam  o  amigo  no  samba-rock  e  no  baile  black  da Casa  de  Portugal,  ao  vizinho  que  se  dispõe  a  ajudar  o  narrador  na  enchente  em “Batalha  Naval” vemos   sendo   desenvolvidas   relações   de   sobrevivência   e   de sociabilidade   na   contramão   da   coisificação   dos   sujeitos encenada   em   outras passagens do livro.
 “A espera das palavras” é ilustrativo quanto a isto. No conto, lemos sobre o primeiro dia de aula de sociologia de uma universidade particular em São Paulo. O professor vai  fazendo  perguntas  vagas  aos  alunos,  que  também  respondem  vagamente. Cristiano,  o  personagem  principal,  espera  sua  vez,  sem  tirar  de  mente  o  que  está óbvio:  são  apenas  dois  os  negros  da  sala  de  aula;  ele  mesmo  e  o  professor.  E,entretanto,  esse  número  reduzido,  dois,    parece  ser  suficiente  para  que  haja possibilidade  de  diálogo  sobre  o  assunto  que  se  insinua,  à espera  da  abertura discursiva,  dessa espera  das  palavras que,  de  fato,  se  concretiza  na  pergunta  do professor para Cristiano:
"–Diga, qual a situação do negro no Brasil?".
  Observamos aqui, além  disso,  o  tema  da  (falta  de)  representatividade  do  negro, trabalhado   de   diversas   maneiras   pelo   livro,   como   um   problema   do   qual   os personagens não podem fugir, sob risco de se tornarem invisíveis. E é contra  essa ameaça,   racista   e   sempre   aberta,   que   Sergio   Ballouk   parece direcionar   sua produção.
 Ademais, a força da narrativa de Ballouk está em trabalhar com a tradição da cultura negra em aspecto amplo. Presentes em seus contos estão Stevie Wonder, Originais do  Samba,  a  Frente  Negra  Brasileira,  Natalie  Cole,  Abdias  do  Nascimento,  o Quilombo  do  Jabaquara,  entre  outras referências  que  marcam  um  local  de  fala perpassado pela existência e resistência política e cultural do negro. Sob esse viés, a posição do personagem Plínio, da ficção científica criada em “Antivírus”, pode ser lida  como  metafórica  da  posição  subversiva  do escritor  frente  à  luta  pelo  direito  à história de uma vasta comunidade negra que insiste em sua memória.
Referência
BALLOUK, Sergio. Casa de Portugal. São Paulo: Ciclo Contínuo Editorial, 2015.
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*Laísa  Marra  é  professora,  Mestra  em  Letras  e  Linguística  pela  Universidade  Federal  de  Goiás  e doutoranda  em  Teoria  da  Literatura  e  Literatura  Comparada  pela  Universidade  Federal  de  Minas Gerais.

05/04/2016

Lançamento Casa de Portugal no Elo da Corrente

Toda alegria é pouca! E mais, já vou dizendo: vou ter o prazer de ler um conto que escrevi pensando no dia em que estaria lendo ele lá. com a pausa das vírgulas com as respirações das inspirações dos personagens ao lado, ouvindo. Esse é o momento. O texto publicado, sendo dividido sonoramente. Dia 07/04 - Rua Jurubim, 788 - Pirituba.
Casa de Portugal no Elo da Corrente
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28/03/2016

O que estão falando sobre o Livro Casa de Portugal

No dia do lançamento instiguei os convidados a escreverem sobre o livro. Tenho esse mal. Fico ansioso para saber o que acharam, se acharam... Com muita felicidade recebi esse feedback do Igor Santos Valvassori, com suas impressões. Do lado de cá só estimulo e aprendizado. Simbora!
Compartilhando sensações sobre o livro Casa de Portugal,
de Sergio Ballouk.
Ao novo amigo Sergio Ballouk.
Caro novo amigo, li seu livro Casa de Portugal. Pensei imediatamente em escrever-lhe algo, até para exercitar o convite que seus contos me fizeram. Fui reler a apresentação feita por Michel Yakini e quase desisti. Falar mais o que?
O que mais me tocou foi justamente o que ele percebeu: o convite que você nos faz, de “deixar de tanto ensaio e desatar os nós desse ritmo”.
São tantos convites: me inspirou a escrever, a ensinar, dançar...
Conheci seu livro pela pesquisa que desenvolvo na USP, pela Geografia Humana. O tema são os bailes Black como lugar de memória do negro em São Paulo, grosso modo. Mas tem muita coisa por vir, muita reflexão amadurecendo. Fui no lançamento não só pelo livro, mas pela presença no Sr. Osvaldo que me era cara. E foi uma felicidade conhecê-lo.
Como disse M.Y. também adorei sua ironia, o humor, uma leitura prazerosa. Nesse aspecto me chamou a atenção para as descrições do cotidiano que você faz, as relações que você aborda, que só são possíveis de apreender em seu “estado da arte”, redundantemente, pelas artes, pela literatura.
Em muitos casos podemos imaginar bairros periféricos da cidade, famílias negras, contudo em nenhum momento alguma personagem é reduzida ou lembrada apenas pelas mazelas que a população negra sofre. Trabalhamos, estudamos, somos dançarinos, jogadores de futebol, mas também somos doutores. É toda nossa ancestralidade, cultura, renovadas no tempo: “herdeira da ciência do quilombo do Jabaquara sempre seguiu as trilhas das ervas, o tempo da maceração, a filosofia das flores. ”
Um dos contos mais surpreendentes é o Avaliação: ele testa nosso preconceito, esse arraigado em cada canto de nossa mente, nossa pele, e que nos pega de surpresa, reafirmando a necessidade de fortalecer os laços, construir, estudar, produzir, pesquisar, refletir. O livro todo, através da ironia, nos provoca isso. Mas esse conto é a cada parágrafo!
A menção ao facebook no conto Bella Wright para mim é fantástica. Vem no mesmo sentido que disse sobre renovação. Nossas redes nessa “nova” plataforma. Outro dia minha tia, a mesma que foi no lançamento, levou seu pendrive para uma festa, mesmo sem saber apertar uma tecla do computador! Bom, isso dá um conto! Vou exercitar...
Confesso que meu conto preferido é o Batalha Naval. É a geografia e as letras em seu bailado. Material que me convidou a pisar de vez no ensino, explorando em seu conto toda a complexidade que nos envolve: nosso espaço de vivência, mídia, Estado, cotidiano, entre outros. É o conto que me fará dar aviso prévio de vez a repartição pública que trabalho.
Casa de Portugal, que dá nome ao livro, é um amplo convite: sair da TV, viver, se arriscar, aprender a ser feliz, e também se frustrar, aprender a aprender, nesse caso dançar. Aprender a conviver e fortalecer laços. Outro dia assisti boa parte de um filme chamado “Campo de Jogo”. Ele me deu exatamente essa sensação. Parece que quase ninguém mais sabe lidar com todas as emoções de um futebol na várzea, do choro da vitória, passando pela gozação, até as brigas. Um pouco do que você trouxe no conto Ponta de Lança. Estamos cada vez mais imaturos e frios relacionando-nos através da tela.
Aliás, acredito que havia mais coisas para falar, mas o facebook aqui me levou a atenção e a inspiração.
Qualquer coisa escrevo novamente.

Igor Santos Valvassori – São Paulo, 23 de março de 2016

26/03/2016

Casa de Portugal no Suburbano Convicto

É isso mesmo! Terça no sarau Suburbano Convicto, quem estiver de boa, compareça, traga sua poesia, rima, seu sorriso, seu plá. Simbora!




Sarau Suburbano Convicto - Sergio Ballouk