10/09/2012

PADÊ POEMA 11 - TRINCHEIRA DE CUTI

Da Série "PADÊ POEMA" do escritor Cuti, vamos viajar no texto Trincheira do livro Sanga. Lembro que tive o prazer de ouvi-lo musicado e se alguém gravou na época, compartilhe no Youtube e avise esse escriba. Ficou muito bom.



31/08/2012

CAFÉ FILOSÓFICO - EE MANUEL BANDEIRA






PROSEANDO SOBRE O LIVRO ( foto do Facebook de Jaine Lima)


Dia 29/08 estive na EE Manuel Bandeira no Bairro de Perus participando do “Café Filosófico”, à convite da professora Jaine Lima. O meu conto “Jogo Eleitoral”, extraido do C.Negros 32, já havia percorrido as tramas escolares dando passagem para o livro de poemas “Enquanto o Tambor não Chama”, discutido e sabatinado no encontro. Faltava dizer que assim que cheguei pude ouvir um poema do livro musicado pela turma. Eu e o Arthur, meu filho-fotógrafo-envergonhado. Recepção assim anunciava precaução cardíaca além do esperado. Na sala olhos atentos, perguntas engatilhadas, ouvidos aprumados. O resto é emoção que ficará aquecendo meus pensamentos nos dias ásperos. Valeu professores! Nas recordações faceboquianas postei o texto abaixo:
BALLOUK, PROFESSORES JAINE E MARCIO

TALISSON, BALLOUK, JEFERSSON ( QUE TOCA VIOLÃO ) JEFERSON , ALYSSON 
POETANDO...
  
O que é alegria? Palavra escorregadia sem sentido completo. Penso em uma lista enorme de coisas simples. Tal como pão fresquinho com casca crocante; acordar cedo e lembrar que está na praia longe de acabar as férias; ver nascer as primeiras folhinhas daquele galho que plantou sem raiz e vingou; um texto moleque que se faz poesia, me faz rir ou chorar. A lista é enorme. Mas para quem gosta de poesia, literatura, alunos interessados, professores guerrilheiros da palavra, escola responsável e desejosa em oferecer mais do que pode... Tudo isso me dá uma alegria boba, até inocente, contida dentro dos olhos, e com a certeza de quem recebeu mais do que mereceu. Agradeço. Tamo junto!





21/08/2012

FOTOS DO SARAU NA BIENAL DO LIVRO.

Fotos do Sarau na Bienal do Livro. O Bang formado por Marcio, Esmeralda, Akins, Débora, Thyko, Michel, Cosme e este escriba já deixa saudades. Agradecimento especial a  Secretaria Municipal de Educação pelo convite, pelas participações mais do que especiais de Neide Lopes, Evaristo e Mc Sophia  e quem chegou com  rap, prosa e tesão pela palavra.  Agradeço aos meus orixás por  ter participado com vocês. Até a próxima.


















17/08/2012

Quilombhoje na Bienal - 19/08 - Domingo





Olá amigos! Assim como aconteceu em 2010, Quilombhoje estará na Bienal do Livro no Stand da Secretaria Municipal da Educação, com bate-papo, sarau e muitas palavras negras. Estarei lá, com os parceiros Marcio Barbosa, Esmeralda Ribeiro, Michel Yakini, Akins kinte, Débora Garcia e você E claro! Simbora ajuntar intenções e presenças!

Segue material de divulgação: Esperamos que você esteja bem. A 22a. Bienal do Livro está acontecendo na cidade de São Paulo e irá até o dia 19 (domingo). O Quilombhoje terá duas atividades no dia 19, último dia: 
  • 12h às 13h - bate-papo sobre literatura afro-brasileira 
  • 16h às 17h - roda de poemas (microfone aberto)
 As duas atividades acontecerão no estande da Secretaria de Educação.
 Rua J número 30 (próximo à turma da Mônica). Profissionais do livro, autores incluídos, não pagam ingresso (é preciso comprovante, como um livro com o nome do autor e foto, p. ex.), assim como professores (com identificação), crianças menores de 12 anos e "jovens há mais tempo" acima de 60. Caso esteja em São Paulo, sua participação é fundamental! Estaremos te aguardando! 

Axé! Quilombhoje

06/08/2012

Homenagem - Professor Eduardo de Oliveira

(Divulgação Quilombhoje)

No próximo dia 08 de agosto, quarta, a Câmara Municipal de São Paulo irá realizar, a partir de 19h, uma homenagem ao Professor Eduardo de Oliveira, poeta que faria 86 anos no dia 06. Será uma Sessão com poesias. Abaixo segue o convite. Se estiver em SP, sua presença é importante. De qq modo, se puder ajude a divulgar.


24/07/2012

TRANSIÇÃO - Abandonaram o alisamento de Cabelos



Elas abandonaram o alisamento de cabelos

Mulheres optam por deixar a química de lado e assumir a textura natural do cabelo; tendência conhecida como transição é forte nos EUA e ganha adeptas no Brasil

"Ver meu cabelo natural pela primeira vez foi uma revelação. Ele não era nada seco e quebradiço, como eu pensava. Era crespo e gostoso de tocar”. O depoimento da britânica Zina Saro-Wina está registrado em um mini-documentário de sua autoria, recentemente publicado na versão online do jornal “The New York Times”. O filme trata sobre as mulheres que estão deixando os cabelos quimicamente alisados de lado para voltar ao look natural. De acordo com Zina, esta transição é um fenômeno que vem acontecendo entre as negras norte-americanas nos últimos três anos e o número de adeptas não para de crescer.
No Brasil não poderia ser diferente. Com a população formada por uma mistura de etnias e majoritariamente com cabelos crespos ou cacheados, o fenômeno da transição dos cabelos com química para a textura natural chegou por aqui e é amplamente discutido nas redes sociais e sites de compartilhamento de vídeos.



 
Fernando Genaro/ Fotoarena
Adriana André decidiu se livrar do alisamento de uma só vez, raspando os cabelos
O processo pode ser encarado de duas maneiras: cortar todo o cabelo de uma vez ou ir tratando a parte alisada. Cortar tudo foi a opção de Adriana André, paulistana de 27 anos. Há dois meses a cabeleireira trocou o corte liso tipo “chanel” por uma cabeça raspada na máquina um: “Vou deixar o cabelo natural, sem química. No final do ano estou pensando em fazer luzes. E se for mudar a forma de novo, quero deixar cacheado”, disse.
Os conhecidos estranharam o novo visual, mas Adriana não liga: “Me perguntam se virei lésbica, se raspei porque entrei para a umbanda, mas não estou nem aí”, conta ela, que está adorando a nova fase “curtíssimo”.
Amanda Gil, 29 anos, também optou pelo corte, mas não chegou a raspar. A profissional autônoma ficou sete meses com o cabelo de duas texturas até que decidiu fazer o chamado big chop (grande corte). Retirou toda a parte alisada, ficando com os fios bem curtinhos. “Nunca tinha usado o cabelo assim, mas não tive escolha! Depois de fazer o corte gostei, os cabelos curtos são práticos e versáteis”, diz a carioca. E completa: “Dá sim para ser feminina com os cabelos curtos. É só usar e abusar da maquiagem e dos acessórios que fazem toda a diferença!”

Arquivo pessoal
Amanda Gil esperou sete meses para os cabelos naturais crescerem antes de fazer o chamado "big chop"
A história de Amanda com alisamentos vem desde a infância, quando começou a fazer relaxamento em casa. Depois de uma experiência desastrosa – relaxou e fez escova progressiva no mesmo dia e quase ficou careca – foi terminantemente proibida de usar químicas pelo médico dermatologista. E hoje diz orgulhosa que está há um ano e cinco meses sem usar nada para mudar a forma das madeixas.
“Minha vida mudou completamente. Me sinto realmente livre. Não suporto mais ver minhas fotos de cabelo alisado. Hoje sim, me sinto linda. Amo meu cabelo e minha autoestima está sempre lá em cima. Eu entendi e aceitei que meus cachos são minha identidade”, conclui Amanda.
Jacqueline Maciel, 28, está em pleno processo de transição, com sete meses de raiz crescida. A professora mineira também começou a alisar os cabelos na infância, mas percebeu que a química prejudicava seus cabelos. Mesmo decidida a voltar à textura natural, Jacqueline confessa que o processo não está sendo fácil: “Muitas vezes a vontade de voltar a relaxar é imensa. Eu optei por não cortar os cabelos, então as duas texturas no mesmo fio dão uma aparência de mal cuidado. Além disso, os cabelos processados são fracos e começam a quebrar. É difícil lidar com a autoestima”, declara.
Jacqueline trocou químicas, secador e chapinha por uma rotina de cuidados que inclui muita hidratação, nutrição e reconstrução das madeixas. “Os fios reagem muito melhor a qualquer tratamento que eu faço”, conta.

Palavra dos especialistas
Os especialistas confirmam mesmo uma volta aos cabelos naturais. “Nove entre dez clientes que me mandam e-mail querem saber como voltar aos cachos naturais”, diz Soraia Ferretti, dona do Lunablu, salão de São Paulo especializado em cabelos crespos e cacheados.

Mas não existe milagre. Dependendo do processo pelo qual passou o cabelo, só mesmo um corte é capaz de recuperar a forma natural. Sueli Martins, do Studio Dom, de São Paulo, diz que a transição leva em média seis meses, dependendo do comprimento do cabelo: “Depois desse tempo já dá pra fazer um corte e ficar com ele todo natural”.
“Se a pessoa fez uma escova definitiva tem que ir deixar crescer e ir cortando a parte alisada. Se fez progressiva poucas vezes, existe a possibilidade de só tratar e os cachos voltarem. Se só amaciou, pode tratar que os cachos voltam na hora”, explica Robson Trindade, cabeleireiro e visagista do salão paulistano Red Door. Trindade diz que aproximadamente 70% de sua clientela quer voltar aos cabelos naturais.
Para os profissionais, quem tem o cabelo alisado e quer recuperar a textura natural tem que ter paciência. Raspar tudo é para poucas corajosas e a maioria acaba mesmo fazendo a transição gradativa. Durante este processo, além de muita hidratação para controlar o volume, é necessário que a mulher aprenda a lidar com seu novo cabelo.
“O cabelo crespo ou cacheado sem processo químico não é difícil de cuidar. Existe uma ilusão de que o cabelo liso é mais fácil, mas não é, basta saber como lidar”, afirma Soraia. Robson concorda e diz que para cabelos crespos, menos é mais. Ele recomenda lavar com um xampu que não faça muita espuma, passar condicionador e não enxaguar e em seguida secar com tecido de algodão cru ou toalha de papel para controlar o volume. Outra dica valiosa: quem quer recuperar os cachos deve abandonar a escova e ajeitar os cabelos com os dedos.
Assista ao documentário da britânica Zina Saro-Wina no The New York Times (em inglês)

12/07/2012

Soldados negros que lutaram por SP são tema de livro- Revolução 1932


                                                          Deu na Folha de SP , dia  09/07/12



Soldados negros que lutaram por SP são tema de livro

DE SÃO PAULO
O jornalista Oswaldo Faustino resgatou a participação de unidades militares de voluntários negros paulistas durante a Revolução Constitucionalista de 1932, conhecida como Legião Negra.






OSWALDO FAUSTINO
Em seu livro "A Legião Negra" (Selo Negro, 2011, 224 págs.), a história é contada por meio de dois personagens: Tião Mão Grande, o narrador centenário; e Miro Patrocínio, mestiço que nega a sua origem, mas "se torna negro" devido às circunstâncias.
Folha - Por que decidiu contar a história da Legião Negra em forma de romance histórico em vez de livro de não-ficção?
Oswaldo Faustino - Antes de tudo porque eu sou jornalista e escritor, não historiador. Minhas pesquisas não se basearam em documentos, mas em publicações, em entrevistas realizadas com filhos e netos de combatentes e numa específica, que aconteceu em 1975, com o doutor Raul Joviano do Amaral. Como membro da Legião Negra, ele chegou a tenente.
Há planos para filmar a história? O livro é um roteiro?
Honestamente, se um dia a Legião Negra virar filme, vou achar sensacional, mas só a oportunidade de mergulhar nessa história e poder produzir um romance já é extremamente compensadora.
Por que negros e mulatos tiveram interesse em se voluntariar para lutar por São Paulo na Revolução de 1932, que muitos historiadores consideram um conflito das elites?
Como a Frente Negra [principal organização negra da época] se declarou neutra, o advogado Joaquim Guaraná Santana e o orador Vicente Ferreira saíram -ou foram expulsos- dessa instituição, criaram a Legião Negra e saíram em caravana alistando negros e arrecadando donativos para o pagamento de seus soldos e para sustentar as famílias dos voluntários.

19/06/2012

APERTE O PLAY NA POESIA: EXPOSIÇÃO + SARAU LITERÁRIO












 

O coletivo “Literatura Suburbana” mapeou a produção literária nas periferias de São Paulo e registrou em áudio as poesias declamadas pelas vozes dos próprios escritores. O material gravado será distribuído na web, mas quem quiser conhecer esta produção de perto está convidado a participar do sarau de lançamento do áudio-book “Play na Poesia: Vol. 1” que será realizado no dia 21 de julho e contará com a participação dos poetas Michel Yakini, Si Nha, Samanta Bioti, Daniel Minchoni, Akins Kintê, Emerson Alcalde, Jader de Oliveira e outros. Os interessados também poderão entrar em contato com estas produções visitando a exposição “Play Na Poesia”, em exposição até o dia 19 de agosto na Área de Convivência do CCJ. Mais informações: http://playnapoesia.com.br/
Ficha Técnica:
Administrativo e articulação: Anderson Lima
Designer gráfico: Mamuti; Produção: Israel Neto
Co-produção e articulação: Bruno Pastore
Operador de áudio: Iuri Stocco
Exposição: De 23/06 a 19/08, terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h. Área de Convivência.
Sarau: Dia 21/07, sábado, das 18h às 21h30. Espaço Sarau. 70 lugares. Retirar ingressos no dia do evento, a partir das 17h, na recepção do CCJ.

13/06/2012

o tambor entre os pares


ESTANTE SUBURBANO CONVICTO : O TAMBOR ENTRE OS PARES...


ENQUANTO O TAMBOR NÃO CHAMA...

Fonte: Quilombhoje




Este livro de poemas lançado no ano passado remete a uma frase atribuída ao escritor Tolstói: “Se queres ser universal, canta a tua aldeia”.

Sempre presente quando se fala de literatura afro-brasileira, a questão da universalidade não reside somente na esfera literária: quantos negros não se sentem solitários, isolados, quando estão num ambiente em que são minoria e não encontram espaço para vivenciar sua individualidade? Quantos não anseiam uma universalidade que significa perder a própria identidade em função dos padrões de identidade veiculados pelos livros consagrados e pelos veículos de grande mídia?

A metáfora do tambor já nos dá pistas: o tambor pode "chamar", pode convocar para uma visita à ancestralidade, mas "bater o tambor" para muitos significa um distanciamento. Esses que se distanciam falam de “bater o tambor” como se falassem de algo já antigo, fora de moda, "primitivo", quando na verdade o que vemos todo dia é uma reafirmação da ancestralidade africana. “Bater o tambor” para alguns já remete a uma oposição cultural: antigo X moderno (África X Ocidente). Uma falsa oposição, já que o tambor convive cada vez mais com a tecnologia. A ancestralidade não exclui a modernidade, assim como a emoção não exclui a reflexão.

Ao cantar a família, o bairro, a cidade, as emoções que afloram no dia a dia, em belos poemas construídos com um lirismo rítmico, Sergio Ballouk nos leva por ruas, avenidas, situações em que qualquer um pode se ver. A ironia e a provocação também fazem parte desse cardápio no qual os poemas residem para despertar o leitor.

Sergio tem o mérito de buscar o que é universal na vivência afro e trazer isso em textos (com conotação biográfica ou não) em que a forma remete ao som dos atabaques:

 
DO ADJÁ CONTRA O AR

a poesia vem da oferta do fim de feira
do nervosismo do choro contido
da panela vazia que cai no chão

a poesia vem da arrebentação das rochas
do coice da mula
do adjá contra o ar

a poesia vem do dedinho torcido
das dores do parto
da marca no couro

a poesia vem do sobrenome do dono
do nascido de nome gritado
do bom filho criado
para o mundo


Livro: Enquanto o Tambor não Chama – Poemas
Autor: Sergio Ballouk
Quilombhoje Literatura
Contato
: 
sergioslv@ig.com.br
www.sergioballouk.blogspot.com

ENQUANTO O TAMBOR NÃO CHAMA VIAJANDO!

     ENQUANTO O TAMBOR NÃO CHAMA VIAJANDO! Minha grata surpresa foi a tradução de alguns poemas para o espanhol por Demian Paredes, da Argen...