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25/08/2015
05/08/2015
O MONITOR
O MONITOR
Outro dia
enquanto a internet me distraia
e ora me consumia
pude ver
em movimento rápido
improvável acaso
um bisturi
em forma de foice
sangrava meu nariz
minha boca
meus quadris
minha cútis
placidamente...
perfurava meu crânio
retirava meu chip
made in africano
códigos binários
centenários,
modus operandi
de minha interna revolução
aconteceu outro dia
enquanto a internet me consumia
Publicado na Antologia Sarau da Brasa Vol. IV ( 2012)
27/07/2015
23/06/2015
Virada Cultural 2015 - Muito Prazer!
Virada Cultural 2015 - Sarau Afro Mix e Elo da Corrente
Tive o prazer de comungar a palavra com os parceiros do Sarau Afro Mix do Quilombhoje Literatura e, na madrugada, com Sarau Elo da Corrente, Quilombaque e D'Quilo.Máximo respeito a todos os envolvidos. E digo mais... Inesquecível! Momentos desses deixam o energético da poesia atuando em minha mente por dias e dias.
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19/06/2015
LINKANDO BARRIGAS
LINKANDO
BARRIGAS
Para
Vitória Naila
da curva da asa da graúna
em pleno ventre das nuvens
avistei nos olhos pintados na borboleta
uma
filha
em
voo de semente
sopro
da diáspora Africana
gravidez
inter continente
que
reverberra em cordão virtual
outras
conchas atabaques
linkando
múltiplas barrigas
de
linhas mais que nigras
novas
conexões de fibras carapinhas
e
nesses ecos acarinhados
ressurgem
palavras de mãe:
traz
guaraná
Ibejada quer mais16/06/2015
Por que precisamos de escritoras e escritores negros?

Ou porque precisamos reconhecer institucionalmente mais escritoras e escritores negros.
É comum ouvir dizer que ninguém mais lê ou que a literatura tem muito pouca penetração comparada a outras formas de expressão, como a televisão, o cinema, a música ou o jornalismo. No entanto, a literatura continua tendo uma legitimidade especial. É ela que está nos currículos escolares; é ela que é considerada o veículo por excelência da manifestação de nossa identidade como povo e nação. Se a literatura brasileira é lida por poucos (e, na verdade, talvez não sejam tão poucos assim), o prestígio social de que desfruta é sustentado mesmo por aqueles que não a leem. O escritor ainda não perdeu a posição que obteve no século XIX: em suas palavras se busca encontrar o espírito de um tempo e a voz de uma coletividade.
Mas esta função, considerada tão elevada, é desempenhada por pessoas que, como todas as outras, refletem suas próprias trajetórias e suas circunstâncias peculiares. A voz que a literatura nos apresenta é a voz de seus escritores. E, no caso do Brasil, esse é um grupo bastante homogêneo. Nosso cânone literário é feito de brancos, de negros que não são vistos como tal (caso de Machado de Assis) e de negros deixados às margens (como Lima Barreto ou Cruz e Sousa). Se a literatura contribuiu historicamente para formar a identidade da nação brasileira, contribuiu seguramente para embranquecê-la.
Hoje a situação mudou, mas não tanto quanto seria necessário. Muita gente escreve, mas nem tudo que é escrito ganha status de literatura: aquilo que está nas livrarias é comentado nos suplementos culturais dos jornais, vence os concursos patrocinados pelo Estado, participa das feiras literárias, entra nos currículos das escolas e das universidades. Quando olhamos para essa produção (aquela que é aceita socialmente como sendo a "literatura"), observamos que ainda há muito mais homens do que mulheres, que quase todos dispõem de título superior, que a grande maioria reside no Rio de Janeiro ou em São Paulo. E, também, que são quase todos brancos. Uma pesquisa que analisou os romances publicados pelas maiores editoras brasileiras, de 1990 para cá, revelou que menos de 5% dos autores são pretos ou pardos.
Se os escritores brasileiros reconhecidos como tal possuem um perfil tão homogêneo, não é de se estranhar que suas personagens se pareçam tanto com eles, deslocando-se em um universo narrativo no qual as ausências, talvez ainda mais do que aquilo que se expressa, refletem algumas das características centrais da sociedade brasileira. É o caso, justamente, da população negra, que séculos de racismo estrutural afastaram dos espaços de poder e de produção de discurso. Assim como são poucos os autores e autoras negros publicados pelas grandes editoras, são poucas, também, as personagens negras que frequentam nossa literatura. Isto sugere uma outra ausência, desta vez temática: o racismo. Se é possível encontrar, aqui e ali, a reprodução paródica do discurso racista, com intenção crítica, ficam de fora a opressão cotidiana das populações negras e as barreiras que a discriminação estrutural impõe às suas trajetórias de vida. O mito persistente da "democracia racial" elimina tais questões dos discursos públicos, incluindo aí o discurso literário.
Isso empobrece a visão de mundo que a literatura brasileira fornece a seus leitores, o que tem repercussões amplas. Afinal, a literatura pode oferecer um acesso a diferentes perspectivas sociais, mais rico e expressivo do que, por exemplo, aquele proporcionado pelo discurso político em sentido estrito. Por isso mesmo, é um território em disputa, onde está em jogo a possibilidade de dizer sobre si e sobre o mundo, de se fazer visível dentro dele. Ignorar essas reivindicações em torno do literário costuma ser uma maneira de reafirmá-lo como um atributo sobrenatural e trans-histórico, fruto de um "talento" que se fixa em alguns indivíduos especiais, em vez de ser uma prática social, que tem a ver com a produção de hierarquias que beneficiam alguns e excluem outros.
E é por isso que precisamos de escritoras e escritores negros, porque são eles que trazem para dentro de nossa literatura uma outra perspectiva, outras experiências de vida, outra dicção. Na sociedade brasileira, a cor da pele – assim como o gênero ou a classe social – estrutura vivências distintas. Precisamos de mais negras e negros, moradoras e moradores da periferia, trabalhadoras e trabalhadores escrevendo, não para coletar um punhado de "testemunhos" (o nicho em que em geral são colocados), mas para que sua sensibilidade e sua imaginação deem forma a novas criações, que refletirão, tal como ocorre entre os escritores da elite, uma visão de mundo formada a partir tanto de uma trajetória de vida única quanto de disposições estruturais compartilhadas.
São essas vozes, que se encontram nas margens do campo literário, essas vozes cuja legitimidade para produzir literatura é permanentemente posta em questão, que tensionam, com a sua presença, nosso entendimento do que é (ou deve ser) o literário. É preciso aproveitar esse momento para refletir sobre nossos critérios de valoração, entender de onde eles vêm, por que se mantêm de pé, a que e a quem servem… Afinal, o significado do texto literário se estabelece num fluxo em que tradições são seguidas, quebradas ou reconquistadas e as formas de interpretação e apropriação do que se fala permanecem em aberto. Ignorar essa abertura é reforçar o papel da literatura como mecanismo de distinção e da hierarquização social, deixando de lado suas potencialidades como discurso desestabilizador e contraditório.
Com isso, a literatura brasileira pode – talvez – contribuir para uma visão mais plural e mais crítica do próprio país.
(*) Regina Dalcastagnè é professora de literatura na Universidade de Brasília, autora do livro Literatura brasileira contemporânea: um território contestado, entre outros.
(Imagem: Ruud Van Empel)
21/05/2015
Con_textura Negra com Oswaldo de Camargo
(Notícia resgatada do Facebook)
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03/02/2015
O tambor e a Sereia
Pedra, parede e o quadro de pastilhas. Vejo A sereia e o tambor. Pedra sabão esculpida pastilhas agrupadas. Vejo a Iemanjá e o Alabê aludindo cantares. Signos, metalinguagem, imagem bidimensional. Canto, fé, sonhos acordos astrais. pedra, suor, ferramentas, cola, pedra quebrada, pastilha quebrada, sonhos, pedra, parede, sereia e o tambor.
25/01/2015
NOVENA PARA PAULISTA
Paulista
de
príncipes e tísicos
sangue
de preto
desde
o princípio
alicerça
edifício
Paulista
hoje
menos
longe
está
no corte, no relo
no
ralo,
se
alcança em boa pipa
desbicada
rente ao chão
Paulista
marco
zero da desigualdade
bolha
imobiliária
pus
incendiário de favela
valoriza
sangue,
trena
e
terra
Paulista
minha
querida,
peço
um só minuto de sua vida
esqueça
a velha brincadeira
séria
de todo dia
onde
está
oWholy negróide?
Paulista
no
almoço comercial
sou
demais feijão
destaque
no branco prato
sou
contínua visão
do
povo revolucionário
Paulista
e
sua agenda:
o
transito demente
separação
suburbana,
religião
diletante
católica,
umbandista e protestante
Paulista
vaso
de sete ervas
sal
à gosto, nas portas
com
gosto
nos
cantos das lojas
quebra agouro
Paulista
novamente
a
encarapinhada pendurada na janela
no
quarto ao lado
patroa
chora
reprise
da novela
Paulista
o
novo andaime leva o peão
no
tabuleiro envidraçado
na
altura do rei
da
torre de celular
peça
preta
que luta
para não perder a vez
18/11/2014
QUILOMBHOJE E O CROWFUNDING
Campanha do Quilombhoje para realizar o Cadernos Negros 37 através Crowfunding ou financiamento coletivo ou Vaquinha pela internet. Muitos nomes mesma intenção. Clique no KICKANTE e participe. Some nesta causa e comemore Trinta e Sete anos de muita luta!
Acesse:
(Divulgação)
Um dos trabalhos que mantém viva a literatura afro-brasileira é a série Cadernos Negros, que neste ano caminha para o volume 37.
É isso mesmo! São 37 anos dando visibilidade a textos, autores e temas que dizem respeito ao Brasil como um todo.
Sabemos que essa trajetória tem sido construída com garra e determinação. Para manter a série viva é necessário muita criatividade em todos os sentidos, tanto nos textos quanto na produção e lançamento de cada livro.
O volume 37 será de poemas.
Neste ano estamos lançando uma campanha de crowdfunding, para a qual solicitamos a colaboração de todos. Basicamente essa campanha convoca todos aqueles e aquelas interessados e interessadas em colaborar para que os poemas de autores e autoras venham à luz. Também permite que cada leitor e leitora adquira antecipadamente o livro.
Para que a campanha tenha sucesso, será imprescindível seu apoio, adquirindo o livro em condições especiais.
A campanha já está no ar no site kickante e você pode colaborar!
Abaixo damos o endereço da campanha e pedimos que divulgue em suas redes sociais, e-mails, enfim, onde for possível.
Contamos com você!
É isso aí! Rumo ao lançamento do CN37.
Para participar da campanha, clique no link abaixo:
Poetry for one, for all: Cadernos Negros 37 (Black Notebooks Volume 37)
Be a part of the 37th volume of the Black Notebooks series and get it before it comes out. We will be sending out this poetry around the world! And we need your and everyone’s help.
Each Black Notebooks volume comes to light thanks to a lot of effort and love. Each issue is the product of collaborative work, where all those interested contribute to the production costs.
Your support will enable this series to reach even more people. Each volume includes a different group of writers; some who previously published with us, others who publish for the very first time. Odd numbered volumes are short stories, and uneven volumes include poetry.
The Collective Quilombhoje coordinates and produces the series in São Paulo. Our objective is to publish enough books to reach thousands of people. For that reason, we need to produce the next number in the best way possible.
With today’s technology, we were motivated to lean on opportunities to use a platform or certain tools to help those writers publish–and decided to turn to ‘crowdfunding.’
And here we are.
This collective financing campaign is a way for us to invite others to contribute to our already collaborative series. And to have people like you help keep the series alive. This movement will make our writers collective’s circle bigger, with a wider ripple effect. With your help, we can have readers receive the book earlier than expected, and we can reach others who wouldn’t know us otherwise.
We have a firm belief that you would be willing to be a part of our history. Join us, help us!
08/10/2014
OCUPAÇÃO PRETA
OCUPAÇÃO PRETA no Centro Cultural da Penha
14h – Rodas de conversa: O escritor negro e a literatura na atualidade
Luciana Campos – Mediação
Professora, mediadora de leitura
Márcio Barbosa
Um dos coordenadores do Quilombhoje Literatura, pesquisador. Realizou as entrevistas e os textos do livro Frente Negra Brasileira. E foi um dos responsáveis pelo vídeo documentário e livro “Bailes”
Paulo Rafael
Autor do livro “O mundo cá tem fronteira: uma aventura Brasil - Cabo Verde” lançado em 2013. Historiador, desenvolveu pesquisa para documentários, educador na PUC-SP, na Secretaria dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo, na comunidade de Heliópolis, em São Paulo, em Cabo Verde, na África, e também aqui no Brasil com crianças em situação de rua.
Elizandra Souza
Poeta, Jornalista, Editora da Agenda Cultural da Periferia na Ação Educativa, locutora da Rádio Comunitária Heliópolis FM.Co-organizadora da Antologia Pretextos de Mulheres Negras com Carmen Faustino e textos de 20 poetisas negras. Autora do livro de poesias Águas da Cabaça.
Co-autora do livro de poesias Punga com Akins Kintê (Edições Toró,2007) e participação em revistas e antologias literárias como Literatura Marginal – Ato 3, Cadernos Negros, Negrafias, entre outras. Idealizadora do evento Mjiba em Ação – Comemoração ao Dia da Mulher Negra (25 de julho). Poeta do Sarau da Cooperifa desde 2004. Editora do FanzineMjiba (2001-2005).
16h30 – Intervenção: Literatura em movimento: encontro de Saraus
Quilombhoje Literatura e Sarau Afro Mix
Originado nas rodas de poemas promovidas pelo Quilombhoje nas décadas de 80 e 90, o Sarau Afro Mix foi criado no ano de 2002 na cidade de São Paulo e pode-se dizer que precede um movimento que tomou corpo e que hoje coloca um sopro de novidade na cultura brasileira, que são os chamados saraus "periféricos". As edições do Sarau Afro Mix reúnem não só autores que publicam na série Cadernos Negros. O Sarau Afro Mix é um espaço onde podem se reunir pessoas interessadas em declamar, ler suas poesias ou de outros autores e autoras, além de agregar outras linguagens artísticas. Espaços como esse precisam ser fomentados, incentivados, já que numa cidade com a dimensão de São Paulo eles são realmente necessários para a população em geral. Isso se torna mais urgente se pensarmos em termos de cultura afro-brasileira, para a qual os espaços são mais difíceis de serem encontrados, já que a própria cidade tende a deixar os produtores culturais negros na invisibilidade. Por fim, o Sarau é um espaço de convivência, que dá a oportunidade de os presentes expressarem poeticamente as angústias e alegrias do cotidiano. Dessa forma, é também uma oportunidade de fomentar a literatura afro, divulgar novos talentos e a reflexão sobre a própria história e literatura do negro.
O que dizem os umbigos
O Sarau “O que dizem os Umbigos?!" nasce da pergunta que leva o seu nome e sua ideologia: “ O que dizem os Umbigos?”
Podemos ver que em tempos atuais,que são regidos pela cultura de massa televisiva e tecnológica, as relações humanas partem cada vez mais para o âmbito individual, e acabamos nos distanciando cada vez mais do diálogo, da troca de experiências e do exercício da escuta; é nesse momento que entramos em cena para fazer a pergunta que estimulo o mover:” O que dizem os Umbigos?', com o intuito de que paremos um pouco de “olhar para os nossos umbigos e passemos a dialogar com o umbigo do outro”.
Portas Abertas
Patrícia Cândido, liberta do cárcere, com coração em chamas e projeto nas mãos, fez nascer no dia 27 de Abril de 2013, no bairro dos Pimentas em Guarulhos, numa cozinha o “Sarau Portas Abertas". Com o intuito de promover a arte, cultura e educação e mostrar à população do bairro que o tráfico e a criminalidade não são as únicas opções de vida. O Sarau cresceu e saiu da cozinha. Hoje firma-se na rua para cumprir o desejo de ver a "Mulecadinha" se envolver com a poesia.
18h – 21h Penharol convida Bê O e Rincon Sapiência
Luciana Campos – Mediação
Professora, mediadora de leitura
Márcio Barbosa
Um dos coordenadores do Quilombhoje Literatura, pesquisador. Realizou as entrevistas e os textos do livro Frente Negra Brasileira. E foi um dos responsáveis pelo vídeo documentário e livro “Bailes”
Paulo Rafael
Autor do livro “O mundo cá tem fronteira: uma aventura Brasil - Cabo Verde” lançado em 2013. Historiador, desenvolveu pesquisa para documentários, educador na PUC-SP, na Secretaria dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo, na comunidade de Heliópolis, em São Paulo, em Cabo Verde, na África, e também aqui no Brasil com crianças em situação de rua.
Elizandra Souza
Poeta, Jornalista, Editora da Agenda Cultural da Periferia na Ação Educativa, locutora da Rádio Comunitária Heliópolis FM.Co-organizadora da Antologia Pretextos de Mulheres Negras com Carmen Faustino e textos de 20 poetisas negras. Autora do livro de poesias Águas da Cabaça.
Co-autora do livro de poesias Punga com Akins Kintê (Edições Toró,2007) e participação em revistas e antologias literárias como Literatura Marginal – Ato 3, Cadernos Negros, Negrafias, entre outras. Idealizadora do evento Mjiba em Ação – Comemoração ao Dia da Mulher Negra (25 de julho). Poeta do Sarau da Cooperifa desde 2004. Editora do FanzineMjiba (2001-2005).
16h30 – Intervenção: Literatura em movimento: encontro de Saraus
Quilombhoje Literatura e Sarau Afro Mix
Originado nas rodas de poemas promovidas pelo Quilombhoje nas décadas de 80 e 90, o Sarau Afro Mix foi criado no ano de 2002 na cidade de São Paulo e pode-se dizer que precede um movimento que tomou corpo e que hoje coloca um sopro de novidade na cultura brasileira, que são os chamados saraus "periféricos". As edições do Sarau Afro Mix reúnem não só autores que publicam na série Cadernos Negros. O Sarau Afro Mix é um espaço onde podem se reunir pessoas interessadas em declamar, ler suas poesias ou de outros autores e autoras, além de agregar outras linguagens artísticas. Espaços como esse precisam ser fomentados, incentivados, já que numa cidade com a dimensão de São Paulo eles são realmente necessários para a população em geral. Isso se torna mais urgente se pensarmos em termos de cultura afro-brasileira, para a qual os espaços são mais difíceis de serem encontrados, já que a própria cidade tende a deixar os produtores culturais negros na invisibilidade. Por fim, o Sarau é um espaço de convivência, que dá a oportunidade de os presentes expressarem poeticamente as angústias e alegrias do cotidiano. Dessa forma, é também uma oportunidade de fomentar a literatura afro, divulgar novos talentos e a reflexão sobre a própria história e literatura do negro.
O que dizem os umbigos
O Sarau “O que dizem os Umbigos?!" nasce da pergunta que leva o seu nome e sua ideologia: “ O que dizem os Umbigos?”
Podemos ver que em tempos atuais,que são regidos pela cultura de massa televisiva e tecnológica, as relações humanas partem cada vez mais para o âmbito individual, e acabamos nos distanciando cada vez mais do diálogo, da troca de experiências e do exercício da escuta; é nesse momento que entramos em cena para fazer a pergunta que estimulo o mover:” O que dizem os Umbigos?', com o intuito de que paremos um pouco de “olhar para os nossos umbigos e passemos a dialogar com o umbigo do outro”.
Portas Abertas
Patrícia Cândido, liberta do cárcere, com coração em chamas e projeto nas mãos, fez nascer no dia 27 de Abril de 2013, no bairro dos Pimentas em Guarulhos, numa cozinha o “Sarau Portas Abertas". Com o intuito de promover a arte, cultura e educação e mostrar à população do bairro que o tráfico e a criminalidade não são as únicas opções de vida. O Sarau cresceu e saiu da cozinha. Hoje firma-se na rua para cumprir o desejo de ver a "Mulecadinha" se envolver com a poesia.
18h – 21h Penharol convida Bê O e Rincon Sapiência
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