![]() |
| Sergio Ballouk - Casa de Portugal (contos) |
23/02/2016
25/09/2015
Quilombaque - 10 anos de resistência
Semana de Aniversário Quilombaque
10 anos de resistência
PROGRAMAÇÃO COMPLETA
1º Dia – 21 de setembro (segunda-feira)
19h – DEBATE " Lei de Fomento às periferias", com apresentação e discussão da lei/ Comunidade Cultural Quilombaque, Travessa Cambaratiba, 5, ao lado da estação da CPTM
2º Dia – 22 de setembro (terça-feira)
20h – JONGO do Coreto, com participação dos Filhos da Semente (Jongo de Indaiatuba)/ Pça. Inácio Dias (em frente à estação de trem da CPTM – Linha 7-Rubi).
3º Dia – 24 de setembro (quinta-feira)
19h – CINEQUILOMBO – "Contra o genocídio da Juventude Preta", com participação de Dougas Belchior/ Comunidade Cultural Quilombaque
4º Dia – 25 de setembro (sexta-feira)
20h – SARAU D'Quilo, com Marins Godoy, Sergio Ballouk – Da Ponte pra lá – causando em Buenos Aires/ Comunidade Cultural Quilombaque
5º Dia – 26 de setembro (sábado)10h – Feira de Artesanato/ com participação de "Os Crespos (teatro), Théo Silveira (percussão) e Grupo de samba "Samba 3"/ Pça Luís Neri (próxima à Av. Dr. Silvio de Campos)
6º Dia – 27 de setembro (domingo)A partir das 14h na Praça Inácio Dias
Realidade Cruel (Rap)
Nazireu Rupestre (Reggae)
Ballet Afro Kotteban
Samba do Congo
Jazz na Kombi (Chaiss Quinteto)
Charlis Abraão (MPB)
Esquadrão Arte Capoeira
Dandara (Contação de História)
Bonga e Guetus (Graffitti)
VL (Mc) e Clevinho (DJ)
Serviço
Aniversário de 10 anos da Comunidade Cultural Quilombaque
Data: de 21 a 27 de setembro
Locais:Sede da Comunidade Cultural Quilombaque, Travessa Cambaratiba, 5. Perus (ao lado da estação de trem da CPTM)
Praça Inácio Dias, Perus, em frente a estação de trem de Perus da CPTM 9Linha 7- Rubi).
Praça Luis Neri (próxima à Av. Dr. Silvio de Campos)
Site: http://comunidadequilombaque.blogspot.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/quilombaque
19h – DEBATE " Lei de Fomento às periferias", com apresentação e discussão da lei/ Comunidade Cultural Quilombaque, Travessa Cambaratiba, 5, ao lado da estação da CPTM
2º Dia – 22 de setembro (terça-feira)
20h – JONGO do Coreto, com participação dos Filhos da Semente (Jongo de Indaiatuba)/ Pça. Inácio Dias (em frente à estação de trem da CPTM – Linha 7-Rubi).
3º Dia – 24 de setembro (quinta-feira)
19h – CINEQUILOMBO – "Contra o genocídio da Juventude Preta", com participação de Dougas Belchior/ Comunidade Cultural Quilombaque
4º Dia – 25 de setembro (sexta-feira)
20h – SARAU D'Quilo, com Marins Godoy, Sergio Ballouk – Da Ponte pra lá – causando em Buenos Aires/ Comunidade Cultural Quilombaque
5º Dia – 26 de setembro (sábado)10h – Feira de Artesanato/ com participação de "Os Crespos (teatro), Théo Silveira (percussão) e Grupo de samba "Samba 3"/ Pça Luís Neri (próxima à Av. Dr. Silvio de Campos)
6º Dia – 27 de setembro (domingo)A partir das 14h na Praça Inácio Dias
Nazireu Rupestre (Reggae)
Ballet Afro Kotteban
Samba do Congo
Jazz na Kombi (Chaiss Quinteto)
Charlis Abraão (MPB)
Esquadrão Arte Capoeira
Dandara (Contação de História)
Bonga e Guetus (Graffitti)
VL (Mc) e Clevinho (DJ)
Data: de 21 a 27 de setembro
Locais:Sede da Comunidade Cultural Quilombaque, Travessa Cambaratiba, 5. Perus (ao lado da estação de trem da CPTM)
Praça Inácio Dias, Perus, em frente a estação de trem de Perus da CPTM 9Linha 7- Rubi).
Praça Luis Neri (próxima à Av. Dr. Silvio de Campos)
Site: http://comunidadequilombaque.blogspot.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/quilombaque
extraído do site: https://movimentofabricaperus.wordpress.com/2015/09/21/comunidade-cultural-quilombaque-comemora-10-anos-de-resistencia-em-perus/
25/08/2015
05/08/2015
O MONITOR
O MONITOR
Outro dia
enquanto a internet me distraia
e ora me consumia
pude ver
em movimento rápido
improvável acaso
um bisturi
em forma de foice
sangrava meu nariz
minha boca
meus quadris
minha cútis
placidamente...
perfurava meu crânio
retirava meu chip
made in africano
códigos binários
centenários,
modus operandi
de minha interna revolução
aconteceu outro dia
enquanto a internet me consumia
Publicado na Antologia Sarau da Brasa Vol. IV ( 2012)
27/07/2015
23/06/2015
Virada Cultural 2015 - Muito Prazer!
Virada Cultural 2015 - Sarau Afro Mix e Elo da Corrente
Tive o prazer de comungar a palavra com os parceiros do Sarau Afro Mix do Quilombhoje Literatura e, na madrugada, com Sarau Elo da Corrente, Quilombaque e D'Quilo.Máximo respeito a todos os envolvidos. E digo mais... Inesquecível! Momentos desses deixam o energético da poesia atuando em minha mente por dias e dias.
![]() |
19/06/2015
LINKANDO BARRIGAS
LINKANDO
BARRIGAS
Para
Vitória Naila
da curva da asa da graúna
em pleno ventre das nuvens
avistei nos olhos pintados na borboleta
uma
filha
em
voo de semente
sopro
da diáspora Africana
gravidez
inter continente
que
reverberra em cordão virtual
outras
conchas atabaques
linkando
múltiplas barrigas
de
linhas mais que nigras
novas
conexões de fibras carapinhas
e
nesses ecos acarinhados
ressurgem
palavras de mãe:
traz
guaraná
Ibejada quer mais16/06/2015
Por que precisamos de escritoras e escritores negros?

Ou porque precisamos reconhecer institucionalmente mais escritoras e escritores negros.
É comum ouvir dizer que ninguém mais lê ou que a literatura tem muito pouca penetração comparada a outras formas de expressão, como a televisão, o cinema, a música ou o jornalismo. No entanto, a literatura continua tendo uma legitimidade especial. É ela que está nos currículos escolares; é ela que é considerada o veículo por excelência da manifestação de nossa identidade como povo e nação. Se a literatura brasileira é lida por poucos (e, na verdade, talvez não sejam tão poucos assim), o prestígio social de que desfruta é sustentado mesmo por aqueles que não a leem. O escritor ainda não perdeu a posição que obteve no século XIX: em suas palavras se busca encontrar o espírito de um tempo e a voz de uma coletividade.
Mas esta função, considerada tão elevada, é desempenhada por pessoas que, como todas as outras, refletem suas próprias trajetórias e suas circunstâncias peculiares. A voz que a literatura nos apresenta é a voz de seus escritores. E, no caso do Brasil, esse é um grupo bastante homogêneo. Nosso cânone literário é feito de brancos, de negros que não são vistos como tal (caso de Machado de Assis) e de negros deixados às margens (como Lima Barreto ou Cruz e Sousa). Se a literatura contribuiu historicamente para formar a identidade da nação brasileira, contribuiu seguramente para embranquecê-la.
Hoje a situação mudou, mas não tanto quanto seria necessário. Muita gente escreve, mas nem tudo que é escrito ganha status de literatura: aquilo que está nas livrarias é comentado nos suplementos culturais dos jornais, vence os concursos patrocinados pelo Estado, participa das feiras literárias, entra nos currículos das escolas e das universidades. Quando olhamos para essa produção (aquela que é aceita socialmente como sendo a "literatura"), observamos que ainda há muito mais homens do que mulheres, que quase todos dispõem de título superior, que a grande maioria reside no Rio de Janeiro ou em São Paulo. E, também, que são quase todos brancos. Uma pesquisa que analisou os romances publicados pelas maiores editoras brasileiras, de 1990 para cá, revelou que menos de 5% dos autores são pretos ou pardos.
Se os escritores brasileiros reconhecidos como tal possuem um perfil tão homogêneo, não é de se estranhar que suas personagens se pareçam tanto com eles, deslocando-se em um universo narrativo no qual as ausências, talvez ainda mais do que aquilo que se expressa, refletem algumas das características centrais da sociedade brasileira. É o caso, justamente, da população negra, que séculos de racismo estrutural afastaram dos espaços de poder e de produção de discurso. Assim como são poucos os autores e autoras negros publicados pelas grandes editoras, são poucas, também, as personagens negras que frequentam nossa literatura. Isto sugere uma outra ausência, desta vez temática: o racismo. Se é possível encontrar, aqui e ali, a reprodução paródica do discurso racista, com intenção crítica, ficam de fora a opressão cotidiana das populações negras e as barreiras que a discriminação estrutural impõe às suas trajetórias de vida. O mito persistente da "democracia racial" elimina tais questões dos discursos públicos, incluindo aí o discurso literário.
Isso empobrece a visão de mundo que a literatura brasileira fornece a seus leitores, o que tem repercussões amplas. Afinal, a literatura pode oferecer um acesso a diferentes perspectivas sociais, mais rico e expressivo do que, por exemplo, aquele proporcionado pelo discurso político em sentido estrito. Por isso mesmo, é um território em disputa, onde está em jogo a possibilidade de dizer sobre si e sobre o mundo, de se fazer visível dentro dele. Ignorar essas reivindicações em torno do literário costuma ser uma maneira de reafirmá-lo como um atributo sobrenatural e trans-histórico, fruto de um "talento" que se fixa em alguns indivíduos especiais, em vez de ser uma prática social, que tem a ver com a produção de hierarquias que beneficiam alguns e excluem outros.
E é por isso que precisamos de escritoras e escritores negros, porque são eles que trazem para dentro de nossa literatura uma outra perspectiva, outras experiências de vida, outra dicção. Na sociedade brasileira, a cor da pele – assim como o gênero ou a classe social – estrutura vivências distintas. Precisamos de mais negras e negros, moradoras e moradores da periferia, trabalhadoras e trabalhadores escrevendo, não para coletar um punhado de "testemunhos" (o nicho em que em geral são colocados), mas para que sua sensibilidade e sua imaginação deem forma a novas criações, que refletirão, tal como ocorre entre os escritores da elite, uma visão de mundo formada a partir tanto de uma trajetória de vida única quanto de disposições estruturais compartilhadas.
São essas vozes, que se encontram nas margens do campo literário, essas vozes cuja legitimidade para produzir literatura é permanentemente posta em questão, que tensionam, com a sua presença, nosso entendimento do que é (ou deve ser) o literário. É preciso aproveitar esse momento para refletir sobre nossos critérios de valoração, entender de onde eles vêm, por que se mantêm de pé, a que e a quem servem… Afinal, o significado do texto literário se estabelece num fluxo em que tradições são seguidas, quebradas ou reconquistadas e as formas de interpretação e apropriação do que se fala permanecem em aberto. Ignorar essa abertura é reforçar o papel da literatura como mecanismo de distinção e da hierarquização social, deixando de lado suas potencialidades como discurso desestabilizador e contraditório.
Com isso, a literatura brasileira pode – talvez – contribuir para uma visão mais plural e mais crítica do próprio país.
(*) Regina Dalcastagnè é professora de literatura na Universidade de Brasília, autora do livro Literatura brasileira contemporânea: um território contestado, entre outros.
(Imagem: Ruud Van Empel)
21/05/2015
Con_textura Negra com Oswaldo de Camargo
(Notícia resgatada do Facebook)
![]() |
| |||
| ||||
03/02/2015
O tambor e a Sereia
Pedra, parede e o quadro de pastilhas. Vejo A sereia e o tambor. Pedra sabão esculpida pastilhas agrupadas. Vejo a Iemanjá e o Alabê aludindo cantares. Signos, metalinguagem, imagem bidimensional. Canto, fé, sonhos acordos astrais. pedra, suor, ferramentas, cola, pedra quebrada, pastilha quebrada, sonhos, pedra, parede, sereia e o tambor.
25/01/2015
NOVENA PARA PAULISTA
Paulista
de
príncipes e tísicos
sangue
de preto
desde
o princípio
alicerça
edifício
Paulista
hoje
menos
longe
está
no corte, no relo
no
ralo,
se
alcança em boa pipa
desbicada
rente ao chão
Paulista
marco
zero da desigualdade
bolha
imobiliária
pus
incendiário de favela
valoriza
sangue,
trena
e
terra
Paulista
minha
querida,
peço
um só minuto de sua vida
esqueça
a velha brincadeira
séria
de todo dia
onde
está
oWholy negróide?
Paulista
no
almoço comercial
sou
demais feijão
destaque
no branco prato
sou
contínua visão
do
povo revolucionário
Paulista
e
sua agenda:
o
transito demente
separação
suburbana,
religião
diletante
católica,
umbandista e protestante
Paulista
vaso
de sete ervas
sal
à gosto, nas portas
com
gosto
nos
cantos das lojas
quebra agouro
Paulista
novamente
a
encarapinhada pendurada na janela
no
quarto ao lado
patroa
chora
reprise
da novela
Paulista
o
novo andaime leva o peão
no
tabuleiro envidraçado
na
altura do rei
da
torre de celular
peça
preta
que luta
para não perder a vez
Assinar:
Postagens (Atom)
ENQUANTO O TAMBOR NÃO CHAMA VIAJANDO!
ENQUANTO O TAMBOR NÃO CHAMA VIAJANDO! Minha grata surpresa foi a tradução de alguns poemas para o espanhol por Demian Paredes, da Argen...
-
( trecho final da reportagem de Oswaldo Faustino e foto Eraldo Platz - Raça Brasil) "Para ela, a poesia é como construtora da cidadania...















