18/03/2014

retornando os trabalhos.

Tem certo tempo que não apareço por aqui. Falta de tempo, falta de esforço,  falta de esforço para fazer o tempo. O tempo é nosso, mas às vezes, devo dividi-lo com mulher, filhos, mãe, festas, trabalhos escolares, trampos... epa, chega de choradeira. Estou voltando e ponto. Não vou prometer nada pra ninguém, do tipo assim “eu nunca mais deixarei este blog, blá, blá, blá.” Deixo por ora um poema e a vontade de continuar continuando e lutando por dias melhores. Simbora.

SOUVENIR
e o sangue continua a correr pela calçada...
é mais uma alma que patina
até a sarjeta
a guia
se vai da terra como bituca pelo bueiro
-a linha da vida rompida em punhos pretos-
nas veias do cimentado
deslizam cápsulas de aço niquelado
feliz souvenir de garotos
a caminho do pão e do leite

12/10/2013

NOTA DE REPÚDIO - Racismo Brasileiro Em Frankfurt




#OgumsToques

#RacismoBrasileiroEmFrankfurt: NOTA DE REPÚDIO PELA AUSÊNCIA DE ESCRITORXS NEGRXS NA LISTA DXS 70 AUTORXS BRASILEIRXS FEITA PELO MINISTÉRIO DA CULTURA DO BRASIL PARA A FEIRA DE FRANKFURT 2013

O Coletivo Literário Ogum’s Toques Negros e xs escritorxs negrx-brasileirxs subscritxs vêm, com esta nota, repudiar a ausência quase absoluta de autorxs negrxs entre xs selecionadxs para representarem a Literatura Brasileira na Feira de Frankfurt, edição 2013. Entre as diversas preocupações deste Coletivo Literário, encontram-se a divulgação e o cultivo da memória dxs artífices da literatura negro-brasileira, principalmente xs que começam a publicar a partir dos anos 1970 e já ganham amplitude nacional e internacional na década seguinte. Além disso, visa contribuir com a possibilidade de que novos nomes possam emergir, a despeito das dificuldades colocadas não só pelo mercado editorial, mas, infelizmente, por cerceamentos oficiais como o exposto aqui, já que a Feira alemã, dentre xs 70 escritorxs escolhidos, conta apenas com um escritor negro, Paulo Lins.
O diário alemão “Süddeutsche Zeitung” denuncia que a lista realizada pelo MinC não mostraria a diversidade da produção literária brasileira (Matéria do Segundo Caderno do jornal O Globo, de 02/10/2013), e pergunta à delegação oficial brasileira sobre os critérios adotados para elaboração da mesma. Os argumentos apresentados pelo curador Manuel da Costa Pinto de que privilegiou o mercado editorial brasileiro, “não se rendeu a critérios extraliterários” e “não usamos cotas” são facilmente refutados.
O Ministério da Cultura está submetido ao Estatuto da Igualdade Racial, no qual se caracteriza como discriminação racial ou étnico-racial “toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objetivo anular ou restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública ou privada”. Fundamental enfatizar que este MinC é responsável pelo acompanhamento da implementação das leis nºs 10.639 e 11.645, portanto não constitui exceção na obrigação de promover políticas culturais e educacionais de difusão da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena, e isso, indubitavelmente, passa por uma política editorial que contemple de forma efetiva a diversidade que o MinC adota como discurso.
As alegações da Ministra da Cultura do Brasil são ainda mais criticáveis, pois demarcam uma “ignorância oficial” nociva, fonte de um racismo institucional que opera de modo a legitimar a exclusão étnica que aqui revelamos. Além de dar a entender e verbalizar uma espécie de estágio ainda embrionário da literatura negra, expressando que quem sabe num futuro teremos mais autores negros em um evento de grande porte como a Feira de Frankfurt, a ministra afirma literalmente à Folha de S. Paulo (2/10/2013) que: “o critério não foi étnico, o critério foi outro e eu achei correto. O primeiro era a qualidade estética, depois autores que tivessem livros traduzidos para o alemão e língua estrangeira”.
Desde a década de 70 do século XX, no Brasil, proliferam publicações individuais e coletivas de prosa e poesia, ensaios e encontros literários negros, ou seja, nos anos 1980 a literatura negro-brasileira já passa a frequentar debates acadêmicos e rasurar o cânone literário. Além disso, é atualmente estudada nos EUA, Portugal e outros países da Europa, especificamente na Alemanha. Em 1988, ano do centenário da abolição da escravatura no Brasil, foi publicada a antologia SCHWARZE POESIE – POESIA NEGRA, organizada pela Profª Drª Moema Parente Augel (Universidade Bielefeld/Alemanha), em edição bilíngue português-alemão, sob a chancela da Edition Diá, St. Gallen/Köll, tendo sido esgotada a primeira tiragem em apenas três meses de circulação em solo germânico. Estão incluídxs nesta antologia os seguintes poetas: Abelardo Rodrigues, Adão Ventura, Arnaldo Xavier, Cuti, Éle Semog, Geni Guimarães, Jamu Minka, Jônatas Conceição da Silva, José Alberto, José Carlos Limeira, Lourdes Teodoro, Márcio Barbosa, Miriam Alves, Oliveira Silveira, Oswaldo de Camargo e Paulo Colina.
A antologia obtém rápido sucesso de crítica e público na Alemanha. Em virtude disso, alguns/mas dxs autorxs percorrem diversas universidades germânicas para falar sobre literatura do Brasil e a condição dx escritxr negrx brasileirx. Além disso, elxs têm textos recitados em rádios locais e até um disque-poema foi disponibilizado para xs interessadxs em conhecer a poesia dessxs autorxs. Toda essa repercussão desde aquela época é responsável pela atual edição no formato e-book da SCHWARZE POESIE – POESIA NEGRA pela editora alemã Diá e motivo de lançamento na própria Feira de Frankfurt 2013. Ou seja, uma editora alemã, com fins comerciais, publica literatura negro-brasileira na mesma Feira em que o governo brasileiro se recusa a fazê-lo, sob o argumento editorial de que não há mercado, não é rentável.
Para além do epistemicídio e do racismo institucional que tal postura desvela, a partir da violação de direitos constitucionais, acrescentamos a perversa relação que há entre as grandes editoras – capital privado –, seus catálogos e o apoio estatal evidenciado na lista da Feira de Frankfurt/2013. Por esses motivos, reafirmamos nossa posição contrária a qualquer ação ou evento que signifique e que resulte na exclusão da literatura negra nos anais culturais nacionais e internacionais.

Salvador, dia 10 de outubro de 2013

Subscrevem,

Abelardo Rodrigues
Akins Kinte
Aldair Arquimimo
Allan da Rosa
Alex Ratts
Alex Simões
Claudia Santos
Conceição Evaristo
Cuti
Deley de Acari
Denise Guerra
Dóris Barros
Eduardo Oliveira
Ele Semog
Elias Goncalves Pires
Elizandra Batista de Souza
Fabio Mandingo
Fernanda Felisberto
Francisco Antero
Goli Guerreiro
Guellwaar Adún
Hamilton Borges Onirê Walê
Hildália Fernandes
Joel Rufino
José Carlos Limeira
José Henrique de Freitas Souza
Kitabu Livraria Negra
Landê Onawalê
Lia Vieira
Lívia Natália
Marciano Ventura - Ciclo Contínuo Editorial
Mel Adún
Michel Yakini
Miriam Alves
Nei Lopes
Nilo Rosa
Oswaldo de Camargo
Paulo Roberto dos Santos
Priscila Preta
Raquel Almeida
Ricardo Riso
Rita Santana
Ronald Augusto
Samuel Vida
Sérgio Sergio Ballouk
Silvio Oliveira
Togo Ioruba
Valmiro Oliveira Nunes
Vânia Melo

17/09/2013

25 anos Fundação Cultural Palmares - Programação (20/09 Miriam Alves e Ballouk - debate)

Amigos, sexta-feira, 20/09, vou participar de uma mesa com a Miriam Alves sobre o tema "O corpo negro na Literatura". Antes assistiremos a Performance Poética da Miriam "Folhas Poéticas   Apanha folha com folha".





COMEMORAÇÃO DE 25 ANOS DA FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES
CONFIRA PROGRAMAÇÃO DE ANIVERSÁRIO EM SÃO PAULO CAPITAL E NA CIDADE DE TIETE

A Representação da Fundação Cultural Palmares em São Paulo oferece de 19 a 27 de setembro, debates e rodas de conversa em 4 eixos, são eles: “o corpo negro nas artes”; “mídia e relações raciais” e as séries “olhares de dentro” e “territórios negros na urbes paulistana”.
Temas escolhidos junto a artistas e produtores culturais negros, com objetivo de também recolher subsídios para publicações futuras a serem distribuídos para o público interessado.
 

Quando: De 19 a 26 as atividades acontecerão no Auditório MinC, 
Alameda Nothmann, 1058, Campos Elísios,
sempre às 19:00. Informações: 11 - 27664300. Participe!

19/09 (quinta-feira) às 19:00
O corpo no teatro negro – Sidney Santiago, ator, diretor / Os Crespos
O corpo negro no teatro – Lucélia Sérgio, atriz, diretora / Os Crespos
O corpo negro no fazer intelectual – Flávia Rios, Socióloga, Co-autora de Lélia Gonzales, uma biografia e Emerson Inácio, professor / USP, pesquisador em raça, etnia, gênero e sexualidade
Facilitador: Pedro Neto, Cientista Social PUC-SP e Onilu no Ilé Àse Palepa Mariwo Sesu – SP

20/09 (sexta-feira) às 19:00
Performance: “Folhas poéticas... apanha folha com folha!” Com a escritora e poeta Miriam Alves
O corpo negro na literatura – Sérgio Ballouk, escritor, autor de “Enquanto o tambor não chama” e Miriam Alves, escritora, autora de Brasilafro, entre outros
Facilitadora: Raquel Almeida, escritora, articuladora do sarau Elo da Corrente

25/09 (quarta-feira) às 19:00
Olhares de dentro: presença das matrizes africanas na cidade de São Paulo
Articulação e Coordenação: Movimento Águas de São Paulo em luta pelos direitos humanos e de cidadania das Casas de Asé e contra a intolerância religiosa

26/09 (quinta-feira) às 19:00
O caminho editorial negro – Guellwaar Adún, escritor, coordenador editorial da Ogum’s Toques Negros; Marciano Ventura, coordenador editorial da Ciclo Contínuo e Michel Yakini, escritor, articulador do sarau Elo da Corrente.
Facilitadora: Cidinha da Silva, escritora, responsável pela Representação da FCP em São Paulo

27/09 (sexta-feira), às 14:00, na cidade de Tietê
Olhares de dentro: salvaguarda das celebrações de matrizes africanas em Tietê / a Festa de São Benedito
Alessandra Gama, capoeira e articuladora do Ponto de Memória e Cultura IBAÔ
Sônia Florêncio – Coordenadora de Educação Patrimonial DAF / IPHAN – Brasília
Marcela Bonatti - Coordenação Setorial de Patrimônio Cultural / Secretaria de Cultura de Campinas
Facilitador: Wellington Alves – Articulador da Festa de São Benedito em Tietê
Endereço: Prefeitura Municipal de Tietê, J. A. Corrêa, 01, Tietê, SP. Telefone para informações: 15 - 32858755

25/07/2013

Lançamento no sarau O que dizem os Umbigos


Fotos do Sarau O que dizem os Umbigos,  Com família, gente de todo lugar do mundo. Teve também lançamento do jornal Voz da Zona Leste e show de Ba Kimbuta. Obrigado pelo carinho, abraços e real estímulo para os corres.   






a
Landys, Débora Almeida, Susi, visitante do Quênia

Cosme Alves,  Cakis e Ballouk

Lançamento Jornal Voz da Leste

Daniel  e Maria Luiza (mãe)


Cákis, Ba Kimbuta, Ballouk e frequentador do Sarau

Susi e Queila

17/07/2013

Mandela Vive!


 Mandela Vive!

Instituído pela ONU, 18 de Julho,  comemora-se o Dia Internacional Nelson Mandela.  Liah Johnes chama todo mundo para unir São Paulo às diversas comemorações no planeta  celebrando a vida do sul africano que simboliza a Liberdade, Justiça e Democracia.  



Mandela Vive
Local: Unidos do Peruche ( Cantinho do Peruche)
Av. Ordem e Progresso, 1061 - Ponte do Limão - São Paulo - SP
Horário: 18:00 às 23:00
Entrada - 1kilo de Alimento não perecível ( exceto sal)

14/07/2013

Ba Kimbuta - CD: Universo Preto Paralelo, Sergio Ballouk e Jornal Voz da Leste

(Divulgação Facebook) "Dia 20/07 tem Sarau O que dizem os umbigos?!! com Ba Kimbuta, Sergio Ballouk e Jornal Lançamento. Poetas da casa e quem quiser chegar! vamo que vamo!"


Local: GRCS - Escola de Samba Unidos de Santa Bárbara - 
Rua José Cardoso Pimentel, 1B -  Itaim Paulista - SP

08/05/2013

Memória da Noite - Abelardo Rodrigues




(do Ciclo Contínuo- Facebook) "Abelardo Rodrigues poeta e autor de Memória da Noite Revisitada e outros Poemas, a ser lançado dia 10 de maio de 2013 em São Paulo, nos fala um pouco sobre memória, literatura e criação.
Confira!
Editada por Marciano Ventura

Abelardo Rodrigues...

MINHA TRAJETÓRIA
começa com artigos publicados nos jornais O Vale Paraibano, de São José dos Campos, trabalhei no O Diário de São José, onde publiquei uma série de textos em prosa. Passei rápido pelo jornal Agora, de São José, tudo isso na década de 1970. Publiquei até um pequeno conto no antigo Notícias Populares, de São Paulo quando já morava por aqui.
Tinha alguns contos e versos rabiscados, e não pensava seriamente em poesia. Foi quando conheci Oswaldo de Camargo com quem aprendi que a poesia podia mudar corações e mentes, ou pelo menos, dar um choque em nossas consciências.
Nessa época, existia uma grande efervescência cultural: a poesia marginal, a geração mimeógrafo, livros sendo vendidos de mão em mão, tudo muito artesanal... E à margem do estabelecido, contestações do momento político que estávamos vivendo e, que estava se esvaindo. Tudo isso somado aos encontros literários com escritores negros, Paulo Colina, Cuti, o argentino Mario Jorge Lhescano, contista e tradutor de poetas cubanos, casado com uma brasileira negra e grande conhecedor da literatura de seu país de origem. Fundamos, ou criamos o Grupo Quilombhoje com a proposta de mudanças literárias, de contestar a literatura na qual nós, negros, éramos os excluídos, éramos os indesejados, invisibilizados. As coisas aconteciam rapidamente. E a poesia fluía com grande intensidade, influenciada pelas lutas de libertação dos países africanos de língua portuguesa, Angola e Moçambique, somados à nossa dor pelo sofrimento dos sul-africanos vítimas do Apartheid.
Muitas rodas de poemas, leituras dos poetas negros Áimé Cesáire, Agostinho Neto, meu poeta amado, Arlindo Barbeitos autor de Angola Angolê Angolema, que tive o prazer de conhecer quando ele esteve em São Paulo. E assim, fui caminhando. Depois, o grupo se desfez, ainda houve o Triunvirato, quizilas literárias mil, que fizeram essa literatura negra paulistana crescer ainda mais. O resto é história. E o tempo nos absolveu, a todos.

JÁ A POESIA...
quando eu escrevia textos em prosa, talvez já fosse poeta. Uma certa tristeza, uma certa melancolia, uma certa quizila com as coisas pré-estabelecidas. A poesia brotou em mim acordada por esses sentimentos do mundo, como uma pedra no meio do meu caminho. Pedra, que quanto mais eu tento removê-la, mais ela se fixa em minha alma, um vício, um ofício do meu ser. É difícil dizer quais são os "aspectos decisivos" para minha criação... A vida como ela é, como foi e está sendo para mim. Todo o meu olhar indagador para o mundo. Um baú de memória se enche de algo que precisa esgueirar-se pelas palavras: a Poesia.

NOVA GERAÇÃO
é um continuum. Nosso corpo literário que se vai estendendo, e se distendendo. Formas diferentes de ver a mesma coisa, a mesma dor, a mesma exclusão, as novas formas de sonegar verdades e meias verdades. Uma nova linguagem e ritmo incitando a nossa consciência poética e política. Porque a nossa literatura, pela própria necessidade de se dizer e questionar o status quo; é política. Esses falares e vontades de se fazer uma literatura voltada para a nossa vida e a vida de todos os brasileiros continuam com essa juventude que brande essas palavras e livros desde a periferia até o centro. Nossa literatura vai se espichando até enrolar-se no mundo. Até abraçar-se ao mundo.

TENHO LIDO
principalmente poesia. Um pouco aleatório. Sempre fui indisciplinado comigo mesmo. O Cuti, sempre me cobrou isso. Mas estou lendo os jovens poetas que chegam às minhas mãos... E outros clássicos já, como Leminski, por exemplo. Li pela primeira vez Diário de um Retorno ao País Natal, de Aimé Césaire, O Cavaleiro de Bronze e outros Poemas, de Aleksander Púchkin, Cadernos Negros, e livros de crítica literária, como Afro Descendência em Cadernos Negros e Jornal do MNU, de Florentina da Silva Ramos. Eu fiquei afastado muitos anos do contato social literário de nossa comunidade. Por isso, faço leituras esporádicas dos nossos autores e autoras. Algumas pela internet, outras em antologias. Muita coisa pra ler e quase nenhum tempo. Li também esses jovens poetas Michel Yakini de Acorde um Verso, Sergio Ballouk de Enquanto o Tambor não Chama e Negraciosa de Sidney de Paula Oliveira, Akins Kinte, que li nos Cadernos Negros. Cito também, escritoras bem representativas no cenário, como minha velha amiga Miriam Alves, Esmeralda Ribeiro, a escritora Conceição Evaristo, Cidinha Da Silva, e outras tantas que trafegam com suas palavras no universo da literatura. As coisas estão acontecendo, e isso é muito importante para a nossa comunidade, tão desprovida de voz e vez.

MEMÓRIA DA NOITE REVISTADA E OUTROS POEMAS
significa um grande salto do muro do autoesquecimento em que eu estava mergulhado - embora escrevendo e atento à vida literária - neste tempo em que estamos. A vida é criação. Suar e criar. A literatura brasileira tem que ter nosso suor, e ainda, o nosso sangue contado, mesmo que em palavras roucas; pelo frio distanciamento que a História do nosso país nos relegou."

13/04/2013

África, futuro mais que perfeito








ÁFRICA, FUTURO MAIS QUE PERFEITO


se o meu canto assenta o axé
é que deixei o pranto acabrunhado
na primeira esquina de quatro pontas
sob o olhar desconfiado
de um guardião de muita fé


se o meu canto ainda lembra Palmares
(eita saudades...)
são lembranças de uma terra que não vivi
não senti o cheiro de seus lírios
o toque do marfim nas delicadas tranças
a beleza dos seus rios
espelhando seios de mulheres lindas(e são tantas)
meu canto é fruto de sonho coletivo
futuro mais que perfeito
é cantiga feminina, nas belas vozes das tias


quero que o meu canto reúna felicidade
alvoroço de crianças
sob o solzinho da tarde
África da paz, de amor sem fronteiras
e este é o nosso canto:


"Canta pra assentar o axé, iô
canta pra espalhar o axé...''

(Sergio Ballouk -in Enqto o tambor não chama)

06/03/2013

CUTI - NA OCUPAÇÃO DO TEATRO ARENA - MELANINA ACENTUADA



Dia : 06/03 - às 19h - Quarta-feira


Transposição de Narrativas Literárias para a Dramaturgia Negra
06 de março de 2013 às 19h
Prof. Dr. Luiz Silva “Cuti” (Unicamp)



Local:
Teatro Eugênio Kusnet
Rua Teodoro Baima, 94 - Vila Buarque ( Próximo ao Ed. Copan) 
Tel. 3256-9463

saiba mais:
www.cuti.com.br
www.quilombhoje.com.br

MELANINA ACENTUADA - PROGRAMAÇÃO COMPLETA

ENQUANTO O TAMBOR NÃO CHAMA VIAJANDO!

     ENQUANTO O TAMBOR NÃO CHAMA VIAJANDO! Minha grata surpresa foi a tradução de alguns poemas para o espanhol por Demian Paredes, da Argen...