23/11/2011

Zumbi - inspiração de todos os brasileiros


Dia 20/11/11, dia de Zumbi, fiz uma palestra sobre literatura afro-brasileira na Faculdade Zumbi dos Palmares. Estava inteiro Zumbi: no dia e na Universidade. Vixi! Obrigado aos amigos da Unipalmares, em especial aos professores Telma, Andreia e Fábio, pelo carinho e atenção. Coisa boa e rara nos dias de hoje. A cidade fervia de atividades, onde você passava tinha uma oficina, canção, poesia no ar, gente lembrando zumbi e desejando um mundo melhor. Acredito ter feito a minha parte. Falei. Falei mesmo. Dos autores e suas páginas pólvoras que, mesmo invisibilizadas pela perversidade do mercado, continuam vivas de instigação, de leitura, apropriação do conhecimento,desejos. Pois é. Resultado prático: o meu exemplar do "Quarto de Despejo", da Carolina Maria de Jesus voltou a correr mãos, agora minha esposa está lendo e minha irmã aguarda a vez. Fiz a minha parte. Bem no meio da palestra, entre um poema do Oswaldo de Camargo (Em Maio) ou próximo a Solano Trindade (Gravata Colorida) percebi que a felicidade me espreitava dentro de um livro. Quanto mais recitava mais me apaixonava pela poesia.

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Eu sou poeta. E brinco o ofício de ser poesia. Brinco de ser feliz. E feliz sou conduzido pelo livro. Ele me leva a conhecer saraus repletos de outros sonhadores como eu, que brincam o ofício de ser poesia. Ele me leva a conhecer universidades, repletos de professores tão sonhadores quanto eu, que levam os alunos a sonharem, e aprenderem brincando. Dessa vez, sonhando acordado, vi até minha mãe sentadinha na carteira da sala, bajulando o filho, ou o filho bajulando a mãe, sei lá. Também estavam filhos, amigos, mulher, professores, gente que passou atraída pela poesia que saia de livros. Coisas de sonhadores e seus livros, suas alegrias e suas poesias. Coisas de Zumbi.